Análise: Defesa de Zambelli alega perseguição e tenta evitar extradição

Durante audiência na Justiça italiana, advogados da ex-deputada pediram mais tempo para análise do caso e tentam impedir seu retorno ao Brasil onde foi condenada pelo STF; análise é de Teo Cury no CNN 360°

Da CNN Brasil
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A decisão da Justiça da Itália sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli foi adiada após um pedido de sua defesa por mais tempo para análise durante audiência realizada nesta quinta-feira (18). A estratégia dos advogados é clara: evitar que a ex-deputada retorne ao Brasil para cumprir suas penas.

De acordo com o analista Teo Cury, durante o CNN 360°, a defesa de Zambelli alega perseguição política no Brasil como principal argumento contra a extradição. Ela prefere permanecer na Itália, onde possui cidadania, em vez de retornar ao país onde foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em duas ações diferentes.

Uma das estratégias adotadas pela defesa é aguardar a conclusão de outro processo de extradição, o de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que também enfrenta problemas com a justiça brasileira. A expectativa é que o desfecho desse caso possa ter impacto favorável na situação de Zambelli.

Condenações e renúncia ao mandato

A condenação mais severa foi de 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, crime cometido por meio da contratação do hacker Walter Delgatti Neto. Além da pena de prisão, o STF também declarou a perda de seus direitos políticos.

Inicialmente, a Câmara dos Deputados não reconheceu a decisão sobre a perda de direitos políticos, o que gerou atrito com o Supremo. O ministro Alexandre de Moraes argumentou que a Câmara estava violando a Constituição Federal ao não acatar a decisão judicial. Diante da pressão, Zambelli optou pela renúncia, o que permitirá a posse de seu suplente.

Enquanto isso, permanece a indefinição sobre o prazo para a realização da extradição. A defesa continua insistindo que Zambelli é alvo de perseguição política no Brasil e que não deve ser extraditada para o país onde, segundo seus advogados, estaria próxima de quem supostamente a persegue.

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