Análise: Delações já fechadas pressionam Vorcaro

Acordos da Reag e de advogado ligado à Dark Horse avançam enquanto Daniel Vorcaro não consegue fechar colaboração premiada; a avaliação é da analista de Política da CNN Isabel Mega ao CNN 360°

Da CNN Brasil
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Daniel Vorcaro vê outros envolvidos no escândalo do Banco Master fecharem acordos de colaboração premiada enquanto ele próprio não consegue avançar nessa direção. A avaliação é de que os processos em curso aumentam a pressão sobre o ex-banqueiro para que ele entregue informações relevantes às autoridades. A avaliação é da analista de Política da CNN Isabel Mega ao CNN 360°.

Processos avançam sem Vorcaro

Segundo a analista Isabel Mega, tanto o processo envolvendo a Reag quanto o de um advogado com conexão ao caso Dark Horse seguem avançando.

Esses acordos ainda precisam passar pela homologação do STF (Supremo Tribunal Federal), que tem a palavra final, mas o andamento desses processos contrasta com a paralisia das tentativas de Vorcaro.

De acordo com Isabel Mega, Vorcaro vem sinalizando que deseja firmar um acordo de colaboração premiada, mas não consegue progredir.

Pelas apurações da CNN, uma das razões seria a estratégia da defesa de mirar pessoas do governo, o que, na avaliação da Polícia Federal, não está sendo visto como suficiente.

"Muito pelo contrário, isso está trazendo, principalmente no que tange a parte da Polícia Federal, ainda mais tumulto em relação a todo esse processo", afirmou Isabel Mega.

STF no centro das negociações

Fontes ouvidas pela analista apontam que o que Vorcaro poderia oferecer de mais relevante seria informações sobre o STF.

Isso envolveria fatos que o conectam ao ministro Alexandre de Moraes, incluindo ao menos seis encontros nos últimos meses, trocas de mensagens e consultas sobre se ele deveria ou não fugir.

No entanto, Isabel Mega destacou a complexidade dessa aposta: "Se ele se compromete a entregar algo sobre ministros da Suprema Corte, é esta mesma Suprema Corte que depois vai analisar denúncias a respeito do caso."

A situação cria, segundo a analista, uma rede emaranhada e inédita em torno do escândalo. O Supremo abriu um flanco de crise após a retirada de sigilos, e a postura da corte, até o momento, é de tentar ganhar tempo.

As "medidas cabíveis" anunciadas por Luiz Edson Fachin ainda não foram especificadas nem têm prazo definido para serem tomadas.

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