Análise: Fux vira incógnita no julgamento de Carla Zambelli

Ministro se torna incógnita em processo que já tem maioria formada para condenar Zambelli por perseguição armada e porte ilegal de arma. A análise é de Luísa Martins ao Bastidores CNN

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

O julgamento de Carla Zambelli no Supremo Tribunal Federal (STF) pode ganhar novos contornos com a possível intervenção do ministro Luiz Fux. Com uma maioria de 7 votos a 2 já formada para condenar Zambelli, Fux surge como uma potencial "incógnita" no processo. A análise é de Luísa Martins ao Bastidores CNN.

O caso, que havia sido interrompido por 90 dias por um pedido de vista de Nunes Marques, retomou sua tramitação esta semana. Contrariando expectativas, André Mendonça não solicitou nova vista e optou por uma posição intermediária, votando pela condenação apenas por constrangimento ilegal, excluindo a questão do porte de armas.

Nos bastidores do STF, especula-se que Fux possa solicitar vista do processo, o que resultaria em nova interrupção por 90 dias. Embora seja comum que o ministro vote nos momentos finais das sessões em plenário virtual, sua postura tem gerado expectativas entre aliados de Zambelli.

A maioria já formada indica uma possível condenação de cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de perseguição armada e porte ilegal de arma. Esta pena seria adicional à condenação de dez anos que Zambelli já recebeu em outro processo relacionado à invasão dos sistemas do CNJ.

Para a conclusão do julgamento, restam apenas os votos de Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. Se ambos votarem sem pedidos de vista, o caso poderá ser finalizado com nova condenação, impactando não apenas o processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro, mas também as discussões sobre a possível perda de mandato no Congresso Nacional.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.