Análise: Megaoperação policial no RJ fortalece agenda da direita

Levantamento da Genial/Quaest indica que 72% dos fluminenses apoiam enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas; análise é de Clarissa Oliveira no Bastidores CNN

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest revelou que 72% dos moradores do Rio de Janeiro são favoráveis ao enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas. Segundo análise de Clarissa Oliveira, no Bastidores CNN, algumas medidas de segurança pública adotadas após a megaoperação no Rio de Janeiro, na última semana, fortalecem o campo da direita. O resultado indica um forte alinhamento com pautas tradicionalmente associadas a posições mais rígidas no combate ao crime.

O levantamento também evidencia um contraste significativo quando comparado a outras propostas de segurança pública. A PEC da Segurança Pública, por exemplo, alcança uma aprovação de 52% - um número expressivo, porém consideravelmente menor que o apoio à classificação das facções como grupos terroristas.

A ideia de equiparar facções criminosas a organizações terroristas enfrenta resistência do Planalto por diferentes motivos. Entre as preocupações levantadas está o risco de que a legislação possa ser utilizada para enquadrar movimentos sociais. Além disso, existe o receio de que tal classificação possa abrir brechas para interferências externas na realidade brasileira.

O cenário revelado pela pesquisa indica uma clara divisão na forma como diferentes grupos políticos abordam a questão da segurança pública, especialmente no que diz respeito às estratégias de enfrentamento ao crime organizado. O expressivo apoio à medida mais rigorosa sugere que a população do Rio de Janeiro anseia por ações mais contundentes no combate à criminalidade.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.