Análise: Oposição sabe que anistia ampla não irá acontecer
Líderes do PL admitem nos bastidores que projeto original não tem força para aprovação e buscam uma alternativa; análise é de Edilene Lopes para o Bastidores CNN
A oposição na Câmara dos Deputados recuou em relação à proposta de anistia ampla, geral e irrestrita para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Nos bastidores, lideranças do PL já admitem que o texto original não tem possibilidade de aprovação, embora mantenham o discurso público em defesa da medida. A análise é de Edilene Lopes para o Bastidores CNN.
A prioridade atual é garantir a aprovação da urgência do projeto e buscar um texto alternativo que preveja a redução das penas para os envolvidos nos atos. A expectativa é que um parlamentar do centro, possivelmente Tião Medeiros, do PP do Paraná, seja escolhido como relator.
O PL agora concentra esforços em incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro na proposta de redução de penas. A questão da inelegibilidade, segundo informações antecipadas, poderia ser negociada separadamente, com tentativas de reversão em uma nova formação do Tribunal Superior Eleitoral.
A perda de força da proposta original fica evidente também no posicionamento de partidos aliados. O Republicanos, por exemplo, tem 90% de seus membros favoráveis apenas à redução de penas, e não à anistia ampla, contrariando o posicionamento público do governador de SP, Tarcísio de Freitas, que havia se envolvido diretamente nas negociações.
O projeto alternativo em discussão segue a linha proposta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com foco na dosimetria e redução das penas para todos os envolvidos. Esta versão mais moderada tem encontrado maior receptividade entre os parlamentares, sinalizando um caminho mais viável para a tramitação da matéria.


