Análise: Pedidos da defesa aumentam argumentos para domiciliar de Bolsonaro

Advogados tentam provar que os cuidados com a saúde do ex-presidente são incompatíveis com a estrutura oferecida na Superintendência da PF; análise é de Pedro Venceslau para o CNN 360º

Da CNN Brasil
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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou, nesta segunda-feira (1º), autorização judicial para que um médico cardiologista e um fisioterapeuta possam prestar atendimento na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília. A análise é de Pedro Venceslau para o CNN 360º.

A solicitação soma-se a uma série de demandas relacionadas à saúde do ex-presidente durante sua detenção. Segundo Venceslau, a PF dispõe de uma estrutura médica que, em tese, atende às necessidades básicas, incluindo profissionais de plantão para eventuais emergências.

Em casos anteriores semelhantes, como o do ex-presidente Fernando Collor, em Maceió, uma junta médica independente realizou avaliação que determinou a necessidade de tratamentos específicos fora do ambiente prisional. No caso de Bolsonaro, ainda não foi realizada uma avaliação por junta médica independente.

Entre as condições de saúde citadas pela defesa estão problemas como crises de soluços, distúrbios do sono e questões dermatológicas. "A estratégia da defesa pode ganhar força caso uma junta médica independente realize uma avaliação completa e apresente um relatório indicando a incompatibilidade do ambiente atual com as necessidades médicas de Bolsonaro", explica o analista da CNN.

O caso apresenta particularidades diferentes de outras situações, como a do general Augusto Heleno, que recebeu autorização para prisão domiciliar devido ao diagnóstico de Alzheimer, condição que poderia se agravar com o isolamento social. "Para Bolsonaro, as interpretações sobre o tratamento adequado de suas condições de saúde no ambiente da PF ainda são objeto de análise", diz Venceslau.

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