Análise: Planalto tenta melhorar imagem na segurança pública

Durante o WW, a analista de Economia Thais Herédia, o diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, o analista de Política Caio Junqueira e Guaracy Mingardi, analista criminal e integrante do FBSP, debatem sobre o programa Antifacção que prevê penas mais duras para crimes ligados a organizações criminosas e inclui medidas para apreensão de bens

Da CNN Brasil
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O Ministério da Justiça apresentou na quarta-feira (22) dois novos programas voltados para a segurança pública. O principal deles, denominado projeto Antifacção, estabelece uma nova modalidade de organização criminosa qualificada, com pena de oito a 15 anos de prisão. A proposta recebeu críticas da Frente Parlamentar da Segurança Pública, que argumenta que os projetos apenas repetem propostas já existentes. A análise é de Thais Herédia, Daniel Rittner, Caio Junqueira e Guaracy Mingardi, no WW.

A proposta amplia as punições para casos de homicídios praticados em benefício ou por ordem de facções criminosas. Além disso, o projeto prevê o fechamento do cerco econômico com a possibilidade de apreensão de bens de investigados e terceiros.

Investimento em guardas municipais

Em paralelo, foi lançado o programa Município Mais Seguro, que destinará R$ 170 milhões para 215 guardas municipais em todo o país. Os recursos serão aplicados em armamentos não letais, novas contratações e capacitação profissional.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou que o objetivo das medidas é aprimorar a inteligência das forças de segurança, abandonando a abordagem tradicional baseada apenas no uso da força. A iniciativa busca fortalecer o combate ao crime organizado através de estratégias mais elaboradas.

coordenador da bancada da bala, Alberto Fraga (PL-DF), apontou a ausência de uma agência específica para combate às máfias como uma falha do programa.

Além das medidas anunciadas, o governo já havia enviado ao Congresso a PEC da Segurança Pública, que permanece sem avanços na Câmara. A proposta enfrenta resistência de governadores, que argumentam que ela centraliza excessivamente o poder da segurança pública na União.

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