Análise: STF busca blindagem ao evitar 7 de Setembro
Segundo a análise de Isabel Mega, no CNN Novo Dia, ministros do Supremo Tribunal Federal optaram por não participar das celebrações na Esplanada dos Ministérios, diferentemente do ano anterior
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram não comparecer ao tradicional desfile cívico-militar de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em uma clara estratégia de preservação institucional. A análise é de Isabel Mega, no CNN Novo Dia.
A ausência dos magistrados contrasta com o ano anterior, quando seis ministros participaram das celebrações. A decisão reflete uma tentativa de evitar associações com o poder executivo em um momento considerado crucial para a Corte, especialmente durante o julgamento de denúncias relacionadas a planos antidemocráticos.
Posicionamento institucional
Gilmar Mendes, o mais antigo ministro da Corte, manifestou-se ao final do dia através das redes sociais, defendendo o processo legal e a instituição. Em sua manifestação, afirmou que "a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas do seu fortalecimento" e que "não há ditadura da toga, tampouco ministros agindo como tiranos".
O pronunciamento de Gilmar surgiu como resposta às declarações feitas pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na Avenida Paulista. O ministro enfatizou que o Brasil não suporta mais tentativas de desestabilização do estado democrático de direito e que os crimes contra a democracia devem ser punidos com rigor.
A ausência dos ministros do STF nas celebrações também se enquadra das discussões sobre possíveis anistias relacionadas aos eventos de 8 de janeiro. A manifestação de Gilmar Mendes sugere uma posição firme contra qualquer tipo de perdão aos envolvidos em atos antidemocráticos, sejam organizadores ou participantes.


