Análise: Transferência de Vorcaro para PF ajuda trâmite de delação premiada

O analista de Política da CNN Teo Cury avalia que a transferência do dono do Banco Master acelera as negociações para viabilizar um acordo conjunto com a PF e com a PGR

Da CNN Brasil
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido, nesta quinta-feira (19), do presídio federal de Brasília para a superintendência da PF (Polícia Federal), também na capital federal. Segundo o analista de Política da CNN Teo Cury, isso representa um passo importante para viabilizar uma delação premiada, que deve ocorer de forma conjunta entre a PFe a PGR (Procuradoria-Geral da República), algo considerado inédito.

A colaboração simultânea entre a PF e a PGR representa uma mudança significativa em relação ao que se viu em operações anteriores, como a Lava Jato. "Historicamente, existe uma disputa entre as duas instituições para fechar acordos de delação premiada com investigados", diz Cury

O analista da CNN explica que era comum um investigado acionar a PF e depois a PGR com o objetivo de buscar os melhores termos e as melhores condições para firmar um acordo de colaboração premiada.

A mudança na estratégia de defesa ficou evidente após a decisão do STF de manter a prisão do banqueiro na semana passada.

Nesse cenário, houve a substituição da equipe jurídica, com a saída do advogado Pierpaolo Bottini, que não era favorável à delação premiada, e a entrada do advogado José Luís Oliveira Lima, com histórico de acordos de colaboração premiada, como Léo Pinheiro da OAS durante a Operação Lava Jato.

A transferência de Vorcaro formaliza o início das entrevistas e dos depoimentos necessários para a formalização do acordo. Após concluída essa fase, caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, homologar o acordo de colaboração premiada.

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