Rueda: PT não deixa Haddad avançar em agenda de reformas

Para presidente do União Brasil, ministros do PT no Palácio do Planalto impedem o ministro da Fazenda de fazer corte de gastos

Daniel Rittner e Jussara Soares, da CNN, Brasília
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O PT e a ala política do governo impedem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de avançar em uma agenda econômica mais liberal e de corte de gastos.

A avaliação é do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, em participação no CNN Entrevistas deste fim de semana.

"O Haddad tem muita boa vontade e quer fazer o certo, mas não consegue porque os ministros palacianos não o deixam avançar. São [os ministros] do PT", disse Rueda.

O presidente do União Brasil -- parte de uma federação partidária recém-anunciada com o PP -- relata ter tido conversas com o chefe da equipe econômica antes de sua posse como ministro.

"Eu sei que a vontade do Haddad é uma economia mais liberal. E sei também que os ministros palacianos, a exemplo de Rui Costa [Casa Civil], não querem deixá-lo implementar essa agenda", afirmou.

"Querem implementar programas assistencialistas. Então, há um conflito entre eles. O governo deveria, pelo menos, fazer uma reforma administrativa."

Integrantes do União Brasil na Câmara dos Deputados e no Senado defenderam publicamente a derrubada do aumento nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Após um jantar na quinta-feira (29) com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Haddad prometeu que o governo apresentará "medidas estruturantes" como alternativa ao IOF em um prazo de dez dias.