Após operação contra Jaques, Flávio fala em "PT da Bahia implodido pela PF"
Durante evento em São Paulo, senador e pré-candidato ao Planalto pelo PL afirmou que é um "péssimo dia para o PCC, para o CV e também para o PT"
Após o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado Federal, ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18) pela PF (Polícia Federal), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o "PT da Bahia foi implodido pela Polícia Federal".
"O PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal em função de uma operação contra o líder do PT na Bahia, Jaques Wagner. É um péssimo dia para o PCC, para o CV e também para o PT", declarou Flávio durante evento em São Paulo.
Mais cedo, o senador já havia comentado o caso nas redes sociais.
"Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!", escreveu em publicação no X.
Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder.
CPMI do Banco Master já! #PTMaster pic.twitter.com/brF80igVIs
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 18, 2026
Nova fase da operação
A nova fase da Operação Compliance Zero cumpre 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.
Além de busca e apreensão, também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.
São investigados os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Além de Jaques Wagner, o ex-sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima também é alvo da PF.
De acordo com o documento que autoriza a operação, de autoria do ministro do STF André Mendonça, a investigação identificou elementos que indicam "recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar".
"Apura-se a possível relação ilícita entre gestores do Banco Master, notadamente Augusto Ferreira Lima e Daniel Bueno Vorcaro, e o Senador Jaques Wagner. A Polícia Federal sustenta que, no curso das investigações, foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado", diz trecho da decisão.
Procurada pela CNN Brasil, a defesa de Augusto Lima afirmou que as diligências realizadas pela PF hoje são "desnecessárias" e negou qualquer prática ilícita.
"De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos", diz o comunicado.
"Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública."
À CNN, o senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que nunca atuou em favor do Banco Master e que o dinheiro apreendido pela Polícia Federal é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais.
Leia a nota completa abaixo:
"O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá".


