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    Após tapa na Câmara, deputado propõe porte de arma a todos os parlamentares

    Proposta, do deputado José Medeiros (PL-MT), quer rever norma de 1963, adotada quando houve um tiroteio no Congresso Nacional

    Deputado Washington Quaquá dá tapa em colega na Câmara durante promulgação da reforma tributária
    Deputado Washington Quaquá dá tapa em colega na Câmara durante promulgação da reforma tributária Reprodução CNN

    Alex Braga, especial para o Estadão, do Estadão Conteúdo

    O deputado federal José Medeiros (PL-MT) protocolou um Projeto de Lei para permitir o porte de arma de fogo à todos os membros do Congresso Nacional. A iniciativa tem por objetivo, segundo a justificativa do texto, proteger os parlamentares, pois eles “podem se tornar alvos favoritos de desequilibrados em busca de notoriedade.”

    Na argumentação, o autor ainda afirma que os debates políticos “não poucas vezes, extrapolam os muros”. E neste caso, segundo ele, podem ocorrer “comportamentos radicais com ameaças de agressões físicas e, até mesmo, de atentados contra à vida”.

    O texto foi apresentado um dia após o deputado federal Washington Quaquá (PT-RJ) dar um tapa no rosto do deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES), e chamar de ‘viadinho’ o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

    O texto do projeto também propõe que as assembleias legislativas e a Câmara Distrital decidam diretamente se os seus membros poderão ou não portar armas de fogo.

    Tiroteio no Senado

    O Senado Federal já foi palco de uma tragédia envolvendo arma de fogo. No dia 4 de dezembro de 1963, o então senador Arnon de Melo (PDC), pai do e ex-presidente Fernando Collor, atirou contra o senador contra Silvestre Péricles de Góis Monteiro (PST), seu arquirrival na política de Alagoas.

    O projétil acabou atingindo o acreano José Kairala (PSD), senador de apenas 39 anos, que ocupava o cargo desde 4 de julho daquele mesmo ano.

    Por conta deste episódio que chocou a opinião publica da época, foi votada no dia seguinte a proibição do porte de arma nas dependências do Congresso Nacional. Desde então, até mesmo parlamentares que tenham porte de arma, não podem andar armados no prédio.

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