Após Tarcísio ir para o Republicanos, PL deve filiar Roma no domingo

Costura garante aliança entre Republicanos, PP e PL na chapa presidencial; na Bahia, onde Lula leva vantagem, presidente encaminha palanque

Jair Bolsonaro e João Roma
Jair Bolsonaro e João Roma Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/24.fev.2021

Thais Arbexda CNN

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A filiação do ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) ao Republicanos para disputar o governo de São Paulo fechou o chamado tripé de sustentação da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro e selou a ida do ministro João Roma (Cidadania) para o PL.

A migração de Roma do Republicanos para o PL para concorrer ao governo da Bahia será sacramentada no domingo (27), em um ato com a presença de Bolsonaro, em Brasília. O ministro da Cidadania disse à CNN que pretende anunciar publicamente a mudança de partido ainda nesta sexta-feira (25).

A articulação envolvendo Roma e Tarcísio teve como pano de fundo a garantia do apoio do Republicanos à reeleição de Bolsonaro. O partido comandado pelo deputado Marcos Pereira (SP) estava caminhando para adotar a neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.

Agora, a jogada política garantiu a Bolsonaro a aliança do trio PP, PL e Republicanos e, num movimento simultâneo, um palanque ao presidente na Bahia — onde o seu principal adversário na corrida eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, leva vantagem.

A costura para a filiação de Tarcísio ao Republicanos teve o convencimento de Bolsonaro como ponto principal. O cenário desejado pelo presidente era de que o seu ministro da Infraestrutura também se filiasse no PL, para que a associação com a disputa nacional fosse feita de maneira mais clara no maior colégio eleitoral do país. Ambos estariam nas urnas com o número 22 do PL.

Pesou, no entanto, a estratégia de garantir a aliança com o Republicanos, e Bolsonaro acabou cedendo.

Roma também levará para o PL sua mulher, Roberta Roma, para disputar uma vaga de deputada federal.

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