Aras pede abertura de inquérito no STF sobre ministro da Educação e poupa Bolsonaro

Em áudio, Ribeiro teria dito que Bolsonaro recomendou priorizar repasses feitos a pedido de pastores evangélicos

Carolina Brígido

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou na noite desta quarta-feira (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito para investigar suposto favorecimento indevido na liberação de verba do Ministério da Educação. O alvo da investigação é o ministro Milton Ribeiro. Aras não incluiu o presidente Jair Bolsonaro nas apurações. Em áudio, Ribeiro teria dito que Bolsonaro recomendou priorizar repasses feitos a pedido de dois pastores evangélicos.

Existem hoje cinco investigações tramitando no STF contra Bolsonaro. Em contrapartida, são 25 apurações preliminares abertas contra o presidente na Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a oposição, Aras tem se firmado como importante aliado de Bolsonaro, por poupá-lo de investigações no STF.

Pela Constituição Federal, é prerrogativa exclusiva do procurador-geral pedir abertura de inquérito contra o presidente da República e ministros de Estado perante o Supremo.

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