Arruda Botelho: CPI apura fatos que parece que ninguém quer investigar
No quadro Liberdade de Opinião, o advogado Augusto de Arruda Botelho analisou depoimento do diretor-executivo da Prevent Senior e acusações apresentadas na comissão de inquérito
No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (23), o advogado Augusto de Arruda Botelho repercutiu o depoimento do diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Junior, à CPI da Pandemia. Ele passou da condição de testemunha para investigado durante a sessão no Senado.
A empresa é acusada, em dossiê entregue à comissão de inquérito, de irregularidades no tratamento de pacientes que contraíram a Covid-19. Em depoimento, o diretor afirmou que a operadora de saúde nunca falsificou prontuários, mas, após ser confrontado com provas pelos senadores, admitiu que houve a orientação para troca do código que identifica pacientes com Covid-19.
Para Arruda Botelho, as acusações que pairam sobre a Prevent Senior, seus diretores e funcionários são gravíssimas e acompanhadas de provas bastante robustas.
"Mas é sempre importante lembrar que, em nosso país, nós ainda temos uma coisa chamada presunção de inocência: até que haja uma sentença penal condenatória transitada em julgado, ou seja, sem que haja recurso cabível dessa sentença, a presunção de inocência deve vigorar", afirmou o advogado.
"Até porque uma CPI é diferente de uma investigação policial, portanto, entendo que essa diferença é mais simbólica do que efetivamente prática", completou.
Arruda Botelho ainda destacou que a CPI da Pandemia tem uma diferença importante de outras comissões de inquérito.
"Ao contrário de CPIs normais que apuram fatos que já estão sob investigação em outros órgãos, como a Polícia Federal e Ministério Público, essa CPI investiga fatos que parece que ninguém quer investigar, portanto, ela é extremamente importante."
"Ela tem cumprido papel essencial de desnudar indícios de corrupção, de outros crimes comuns e de responsabilidade, inclusive por membros do governo federal. É uma CPI que deve ser prorrogada, incentivada e deve investigar a fundo os fatos gravíssimos que tem sido colocados diariamente a mostra de toda população", concluiu.
O Liberdade de Opinião tem a participação de Fernando Molica e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN. Nesta quinta-feira, excepcionalmente, teve a participação de Augusto de Arruda Botelho.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.


