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    PT avalia que reforma ministerial não extingue resistência a algumas pautas na Câmara

    Base na Câmara acredita alcançar até 380 votos favoráveis em pautas consideradas cruciais

    Plenário da Câmara dos Deputados
    Plenário da Câmara dos Deputados 21/12/2021REUTERS/Adriano Machado

    Luciana Amaralda CNN

    Em Brasília

    Mesmo que a reforma ministerial em estudo se concretize, os deputados federais do PT não veem garantia de tranquilidade em todas as pautas na Câmara dos Deputados, apurou a CNN.

    Lideranças da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara estimam que o governo deverá conseguir entre 360 e 380 votos em pautas importantes para o Palácio do Planalto após a reforma ministerial.

    A intenção é que o troca-troca seja feito para abarcar o PP e o Republicanos na base lulista.

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    Uma deputada da cúpula petista reforçou que o principal objetivo da reforma é aprovar com folga Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e projetos de lei no Congresso. PECs estão entre os textos mais difíceis de se aprovar e precisam de ao menos 308 votos favoráveis no plenário da Câmara, em duas rodadas de votação, por exemplo.

    A avaliação é que a reforma também vai melhorar a estabilidade e a previsibilidade de pautas, como na apresentação de sugestões de mudanças por parte de bancadas antes não tão próximas a Lula.

    No entanto, a avaliação é que textos com temas que atinjam as bancadas evangélica e da agropecuária continuarão a sofrer resistências, independentemente dos partidos dos parlamentares.

    Um deputado petista também afirmou à reportagem que, mesmo com a reforma, não se pode ser “ingênuo” e não acreditar que outras demandas ao governo não virão em votações de pautas-chave. Algumas das próximas provas de fogo serão relacionadas ao orçamento federal, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual de 2024.

    Além do efeito em plenário, há deputado do PT que avalie ainda que a reforma pode ajudar o governo a ter menos dificuldade nas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro. Isso porque deputados de partidos agraciados na troca da Esplanada devem ficar mais amenos com o governo.

    Um parlamentar petista chegou a dizer à reportagem estar “cansado” de ficar na CPMI enquanto poderia estar articulando e ajudando em outras pautas, inclusive no plenário.

    Os deputados do PT têm se mostrado favoráveis à reforma ministerial – desde que não mexa em ministérios sob o comando da sigla e que o partido continue à frente de pastas com ações de cunho social. Por exemplo, o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo programa social Bolsa Família, que é liderado pelo petista Wellington Dias.

    De toda forma, todos ressaltam que quem indica e toma as decisões finais é sempre o presidente Lula.