‘Ativismo judicial preocupa’, diz General Girão sobre quebra de sigilo

Deputado federal teve o sigilo bancário quebrado decretado pelo STF e negou qualquer colaboração com atos antidemocráticos

Da CNN, em São Paulo

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O deputado federal General Girão (PSL-RN) afirmou em entrevista à CNN nesta terça-feira (16) que o “ativismo judicial preocupa”, referindo-se à quebra de sigilo decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), como parte do inquérito que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. Girão, que é um dos dez deputados que teve o sigilo bancário quebrado, negou qualquer colaboração com tais atos e afirmou que a ação é “altamente constrangedora e preocupante para nosso país”.

“Em nenhum momento eu participei de manifestação que eu tenha financiado qualquer coisa que dissesse respeito ao fechamento de algum poder. Quem me conhece sabe que não tenho nenhuma veiculação com isso. Infelizmente temos falhas, devemos tomar cuidado com ativismo judicial”, afirmou.

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General Girão disse também que nenhuma ditadura deve ser aplicada no Brasil. 

“Nenhuma ditadura serve para o Brasil, nem militar e muito menos do judiciário, temos que melhorar as instituições e melhorar as pessoas que fazem partes das instituições”, disse.   

“Imunidade parlamentar”

Em entrevista à CNN, o deputado reforçou sua preocupação com o direcionamento das investigações.

“A gente não sabe o que está acontecendo no Supremo, estranhamos apenas que estejam direcionados para deputados que façam parte da base de aliados do Bolsonaro, esse ativismo nos preocupa”.

O direito como deputado, o respeito ao que a gente pensa, escreve e fala, celulares apreendidos pela PF, isso está causando uma ofensa ao Artigo 53. Caso haja uma prisão de um deputado, a Câmara precisa se pronunciar sobre isso, está na Constituição. A imunidade parlamentar deve sim existir. Infelizmente o celular do advogado do Adelio Bispo foi preservado por uma decisão do Supremo, isso nos preocupa! Não podemos ter interpretações dúbias em relação ao que está na Constituição”, disse Girão.

(Edição: André Rigue)

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