Ato em Brasília pede anistia aos envolvidos no 8 de janeiro

Movimento na Esplanada dos Ministérios é organizado pelo pastor Silas Malafaia e conta com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e parlamentares de direita

Leonardo Ribbeiro e Duda Cambraia, da CNN Brasil, Brasília
Compartilhar matéria

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participam, nesta terça-feira (7), de uma caminhada pela anistia aos envolvidos nos atos criminosos do dia 8 de janeiro de 2023. Os manifestantes se concentraram no Complexo Cultural da República, em Brasília.

Os participantes começaram a chegar ao local por volta das 15h. E começaram a seguir em caminhada até a alameda José Sarney, próximo ao Congresso, por volta das 17h. A SSPDF (Secretaria de Segurança Pública do DF) ainda não divulgou estimativa de público.

O movimento é organizado pelo pastor Silas Malafaia e conta com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - filho do ex-presidente - e outros parlamentares, como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), Hélio Lopes (PL-RJ), Alberto Fraga (PL-DF) e Joaquim Passarinho (PL-PA).

O senador Flávio Bolsonaro falou que tem certeza de que o projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro de 2023 será aprovado no Congresso.

“A gente tá a um passo de conseguir aprovar essa anistia”, afirmou. Ele contou que todas as vezes que vai visitar o pai, que está em prisão domiciliar, sai de lá “convicto para continuar lutando”.

A segurança na região foi reforçada. A PM não divulgou o número de policiais empregados na ação. Mas informou que, além de viaturas, também estão no local o Batalhão de Choque e está havendo ronda com cavalos e cães.

"Estamos aqui para mostrar pro Brasil que pode marcar manifestação meio de semana que dá mais gente que a esquerda. Aquilo que nos move não é grana, não é projeto de poder, é um Brasil diferente, verde e amarelo", disse o deputado Nikolas Ferreira.

Já Malafaia classificou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro como uma "farsa". "Pura perseguição política", completou.

Tópicos