Ato hostil e autoritário, diz Edinho Silva sobre cancelamento de vistos

Nesta sexta-feira (15), o governo dos Estados Unidos revogou o visto da esposa e da filha de 10 anos do ministro Alexandre Padilha

Leonardo Ribbeiro e Taibá Falcão, da CNN, Brasília
O presidente do PT, Edinho Silva  • GABRIEL SILVA/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
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O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, classificou como “ato hostil e autoritário” a decisão do governo americano de revogar o visto da esposa e da filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Trata-se de um gesto inaceitável, que ultrapassa o ataque pessoal: é, mais uma vez, uma investida contra o Mais Médicos, política pública implementada por Padilha, em 2013, que garantiu atenção médica e promoção da saúde a milhões de brasileiras e brasileiros, especialmente nas regiões mais remotas e vulneráveis”, informou em nota.

Edinho afirmou ainda que tal ato não fará com que o Brasil recue ou seja intimidado. “Diante dessa medida arbitrária e injustificável, reafirmo minha total solidariedade a ele e à sua família”.

Nesta sexta-feira (15), a família de Padilha foi informada dos cancelamentos nesta manhã por meio de comunicado enviado pelo Consulado-Geral dos Estados Unidos em São Paulo.

Nos e-mails recebidos, o governo americano informa que os vistos foram cancelados porque, após a emissão, "surgiram informações indicando" que a mulher de Padilha e a filha, de 10 anos, não eram mais elegíveis.

Nesta semana o Departamento de Estado tomou medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a funcionários do governo brasileiro, ex-funcionários da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e seus familiares.

De acordo com uma nota assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, o conjunto de ações visa punir a “cumplicidade com o esquema de exportação de mão de obra do regime cubano, no âmbito do programa Mais Médicos”.