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    Atos foram “comícios”, diz ministro; jurista vê “cinturão pela democracia”

    Em entrevista à CNN, ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, minimizou o manifesto pela democracia

    Anna Gabriela CostaRenata Souzada CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (11), o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, minimizou o manifesto pela democracia organizado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Enquanto o ministro denominou o protesto como “comício”, o professor de Direito da FGV, Oscar Vilhena, defendeu que o ato de hoje criou um “grande cinturão de proteção à democracia brasileira”.

    A “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito”, elaborado pela Faculdade de Direito da USP, foi lida no Pátio das Arcadas, no Largo São Francisco, nesta quinta-feira, no centro de São Paulo.

    Ao final da leitura, houve manifestações do público contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Ficamos até impressionados com essa tentativa de um ato que se transformou em um pequeno comício, tentar uma superdimensão pelo país. Ato pelo país vocês vão ver no dia 7 de Setembro, o que é um ato com brasileiros, pessoas que querem um país livre…Esse ato de hoje é uma tentativa de tirar o foco das pessoas que estão retomando suas vidas, retomando seus empregos”, disse Ciro Nogueira à CNN.

    “Tem uma parte da imprensa, uma parte da esquerda, principalmente, que não quer trazer esse debate, quer ficar com essa discussão de golpe militar, de defesa da democracia. Essas mesmas pessoas deviam estar defendendo a democracia em Cuba, na Venezuela, que tem muita falta de democracia”, acrescentou o ministro.

    O professor de Direito Oscar Vilhena ressaltou que o dia 11 de agosto sempre foi uma data associada à defesa da democracia e do Estado de Direito.

    Para Vilhena, esta data, em 2022, se confirma como “a grande data da cidadania brasileira”.

    “Hoje se foi criado um grande cinturão de proteção às urnas eletrônicas, ao Tribunal Superior Eleitoral, e, em grande medida, um cinturão de proteção à própria democracia brasileira. Qualquer setor mais radicalizado, qualquer setor desleal à Constituição terá muita dificuldade, a partir de hoje, de fazer qualquer ato, vamos dizer, que possa macular a nossa democracia”, comentou o professor.

    “Eu espero que todos tenham ouvido em alto e bom som aquilo que as entidades, aquilo que a sociedade brasileira hoje colocou”, incluiu Vilhena à CNN.