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    Carta em defesa da democracia atinge meio milhão de assinaturas

    Documento elaborado pela Faculdade de Direito da USP cita momento de “imenso perigo para normalidade democrática”

    Daniel Reisda CNN

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    A carta em defesa da democracia elaborada pela Faculdade de Direito da USP (FDUSP) atingiu meio milhão de assinaturas na noite desta sexta-feira (29).

    Apresentando como um manifesto em defesa da democracia e do sistema eleitoral, o documento foi organizado por alunos, professores e a diretoria da instituição. Ele será lido no dia 11 de agosto, data em que se comemora o dia dos estudantes, na USP.

    Em entrevista à CNN na quarta-feira (27), o diretor da FDUSP, Celso Fernandes Campilongo, afirmou que o manifesto é uma reação aos ataques a tribunais, ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas.

    “Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições”, diz um trecho do manifesto. “No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições”, salienta outra passagem.

    De acordo Campilongo, a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, como foi batizada, é como uma reedição da “Carta aos Brasileiros”, lida em 1977 em frente ao Largo de São Francisco para denunciar o estado de exceção da ditadura militar.

    A divulgação do documento foi antecipada pelo analista da CNN Caio Junqueira.

    Entre os signatários estão os ex-ministros do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto, Carlos Velloso, Celso de Mello, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Eros Grau, Marco Aurélio Mello, Sepúlveda Pertence, Sydney Sanches, além de uma série de artistas, banqueiros e representantes da sociedade civil.

    Apesar de o documento não citar o presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), afirmou, na terça-feira (26), que o manifesto é “contra” o presidente da República.

    O próprio presidente criticou, mais de uma vez, a iniciativa. Na quarta-feira (27), Bolsonaro afirmou que respeita a Constituição e a democracia e que não precisa de “cartinha” para demonstrar seu apoio às instituições.

    Em entrevista ao WW, da CNN, o ex-presidente do STF Carlos Velloso, afirmou, na terça-feira (26) que o manifesto aponta uma resistência da população contra os ataques à democracia.

    “Essa carta mostra isso. Você tem empresários, banqueiros, artistas, juristas, brasileiros e brasileiras de boa vontade, fazendo eco com Celso de Mello. Vamos resistir, vamos nos insurgir a qualquer tentativa de desequilibrar o regime democrático que construímos nesses 34 anos de boa vigência de uma constituição democrática”, afirmou o ex-ministro, que é um dos signatários.

    Debate

    As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

    O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

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