Auxiliares do ministro Silvio Almeida veem "fogo amigo" em movimentação para troca na pasta

Movimentos sociais elaboram carta de apoio ao titular dos Direitos Humanos em meio à possibilidade de saída

Leandro Resende, da CNN, em São Paulo
  • Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Auxiliares do ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, avaliam que a possibilidade de ele deixar o cargo é fruto de "fogo amigo" oriundo de ministros com assento no Palácio do Planalto.

A leitura é que Almeida está "na berlinda" porque o governo procura espaço para acomodar aliados dos partidos de centro e garantir a formação de uma base aliada mais sólida. A equipe do ministro ficou especialmente incomodada com o fato de a especulação começar enquanto Silvio Almeida está de licença-paternidade.

A CNN apurou que Silvio poderia ser retirado de seu ministério para dar lugar a Luciana Santos, atual ministra de Ciência e Tecnologia - esta seria substituída por algum indicado do "Centrão".

A preocupação do governo com a possibilidade de troca é o fato de Luciana Santos ser presidente do PCdoB e, no comando do Ministério de Direitos Humanos, existir uma contradição entre o comando da pasta e a postura do partido em relação a temas como o sistema de governo chinês.

Firme no cargo, Silvio Almeida tem recebido ondas de apoios importantes. Na quinta-feira (20), organizações do movimento negro divulgaram nota em defesa do ministro.

Circula também uma carta aberta de apoio ao ministro Almeida que, até a tarde desta sexta-feira (21), já contava com a adesão de mais de 300 movimentos sociais, ONGs e entidades de defesa dos Direitos Humanos - todos a favor da permanência do ministro no posto.

"Causa estranheza as notícias de que uma possível mudança recaia sobre o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania que está sob a gestão do Ministro Silvio Almeida, servindo como moeda de troca para satisfazer os desejos de grupos ansiosos por poder e orçamento", diz trecho da carta.