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    Aziz: Bolsonaro nunca desmentiu fala sobre Ricardo Barros na Covaxin

    Presidente teria citado nome do líder do governo na Câmara ao saber de supostas irregularidades na compra de imunizantes; Barros será ouvido amanhã na CPI

    Rafaela Lara, da CNN, em São Paulo;

    produzido por Basília Rodrigues, da CNN, em Brasília

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    O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou em entrevista à CNN nesta quarta-feira (11) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não desmentiu as afirmações do deputado Luis Miranda (DEM-DF) sobre ele ter relacionado o líder do governo na Câmara dos Deputado, Ricardo Barros (PP-PR), às suspeitas de irregularidades na compra da vacina Covaxin

    Barros será ouvido na CPI da Pandemia nesta quinta-feira (12) e é um dos depoimentos mais aguardados da semana.  “Todo depoimento cria uma expectativa. O Ricardo Barros está vindo à CPI por uma razão: o presidente teria dito ao deputado Luis Miranda que ele tava por trás disso. E como o presidente não desmitiu, o deputado vai vir aqui”, disse Omar. 

    Para o presidente da CPI, se Bolsonaro tivesse desmentido as declarações de Miranda, não haveria convocação de Barros, mas isso não aconteceu. “Era simples para ele [Ricardo Barros] não vir, era só o presidente ter dito ‘olha isso que o deputado Luis Miranda falou é mentira, eu confio nele, é meu líder na Câmara e não faria nada disso’. Bem, isso não aconteceu. O presidente nunca desmentiu que teria dito que o deputado Ricardo Barros estava por trás de tudo isso.”

    Durante depoimento à CPI em junho, Miranda revelou que o nome citado por Bolsonaro sobre um suposto “rolo” na aquisição das vacinas Covaxin é o do líder do governo no Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). 

    A CNN entrou em contato com o Planalto e aguarda posicionamento.

    Na sessão, Miranda ainda diz que “todo mundo sabe que é Ricardo Barros”, o deputado citado por Bolsonaro como responsável pela situação com a Covaxin. Barros nega qualquer envolvimento nas negociações de compra dos imunizantes. O contrato com a Covaxin foi suspenso pelo Ministério da Saúde

    Nesta quarta, a comissão colhe o depoimento de Jailton Batista sobre a venda de kits de medicamentos – sem eficácia comprovada – para o combate à Covid-19.

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