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    Bancada da bala promete respeito a Lewandowski durante sessão na Câmara

    Parlamentares querem relação diferente da mantida com o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino

    Presidente de comissão que ouvirá Lewandowski prevê ambiente mais amistoso do que existia em sessões com Dino
    Presidente de comissão que ouvirá Lewandowski prevê ambiente mais amistoso do que existia em sessões com Dino Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Débora BergamascoIsabel Megada CNN

    Brasília

    Em busca de uma relação diferente da que tinham com Flávio Dino, deputados da bancada da bala prometeram uma sessão respeitosa para ouvir o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

    Dino, na função de ministro da Justiça e Segurança Pública, era garantia de reuniões tensas e trocas de farpas. Não faltaram embates nas vezes em que foi ouvido pelos parlamentares, e os convites e convocações do então chefe da pasta foram usados como instrumentos para desgastar o governo.

    Com Lewandowski, o presidente da bancada da bala e da comissão, Alberto Fraga (PL-DF), prevê um ambiente mais amistoso.

    “A diferença entre os dois é o oceano”, afirmou. Fraga disse ainda que a comissão vai mostrar que “só é truculenta com quem é truculento com ela” e que haverá embates, mas com respeito.

    O presidente da comissão já esteve com Lewandowski em outras ocasiões, após o Ministério da Justiça ser assumido pelo ministro aposentado do STF.

    Ao ser perguntado sobre uma eventual garantia de postura de não agressão dos parlamentares da comissão, Fraga disse ter conversado e feito um pedido aos deputados para não haver agressão moral.

    A fuga dos dois presidiários de uma penitenciária federal em Mossoró (RN) foi o mote para que o ministro fosse chamado pela primeira vez ao Congresso, mas a participação deve se estender para outras pautas sobre segurança pública.

    Parlamentares preparam perguntas sobre o veto parcial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Lei das Saidinhas e a opinião do ministro sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Drogas, que começará a ser votada nesta terça-feira (16), no Senado.

    Deputados também devem questionar o ministro sobre a situação específica da segurança de estados como Bahia e São Paulo. Ações de combate ao tráfico de drogas e políticas sobre armas são outros temas esperados.