Baronovsky: Analisar a Constituição sem discurso destrutivo é saudável

No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (10), Ricardo Baronovsky analisa fala do presidente Jair Bolsonaro sobre as decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes

Luana Franzão, da CNN*, São Paulo
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No Liberdade de Opinião desta sexta-feira (10), Ricardo Baronovsky analisou os comentários recentes do presidente, Jair Bolsonaro (PL), sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante evento na quinta-feira, no Palácio do Planalto, Bolsonaro fez críticas às decisões do magistrado em relação à extradição do blogueiro Allan dos Santos e à prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). O presidente afirmou que defendia a liberdade de expressão, prevista pela Constituição, e estas medidas teriam ferido este direito.

A decisão da prisão de Silveira, tomada por Moraes, veio após investigações de ameaças e propagação de medidas antidemocráticas por parte do deputado, consideradas como crimes pela Constituição.

Baronovsky afirmou que a análise da Constituição por todos é saudável para a democracia, e uma prática que deve ser estimulada. No entanto, o discurso destrutivo, pode ser prejudicial.

"Não é possível o discurso destrutivo, quando adjetivizo, ofendo, excedo minha liberdade de expressão e cometo um crime contra a honra – às vezes contra o ministro, e por outro lado, contra o presidente e seus familiares. Isso a Constituição não tolera", disse.

"Nossa Constituição é eclética, incentiva as diversas ideologias, permite que todos tenham a sua percepção de vida, ao contrário da censura que vivemos anos atrás", afirmou o analista.

"Veda-se a censura a todo custo, mas temos que reconhecer que há algumas situações de fatos muito objetivos, como a desinformação, o racismo e a homofobia, em que não há como sustentar que essa prática se reveste de liberdade de expressão."

O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Ricardo Baronovsky. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

(*Sob supervisão de Murillo Ferrari)