Barros: Guedes é ‘ministro mais forte’ e interrupção foi contra ruídos políticos

Segundo o líder na Câmara, o governo tem uma nova prática para suas propostas: "Combina primeiro, anuncia depois"

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), falou à CNN nesta sexta-feira (25) sobre a interrupção que ele e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, fizeram a uma fala do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Nessa quinta (24), Barros e Ramos encerraram uma entrevista coletiva e “escoltaram” Guedes para fora do púlpito. Com as mãos para o alto, o ministro da Economia disse que foi interrompido pela “articulação política”.

Em entrevista, o deputado Ricardo Barros afirmou que a interrupção foi para evitar ruídos políticos, com anúncio de assuntos que ainda não são consenso no governo e na base.

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“O que nós procuramos evitar agora é que se adiantem temas que ainda não estáo consensados e que, com isso, se crie um ruído que atrapalha a articulação política”, disse, entrevistado pelas âncoras Daniela Lima e Carol Nogueira.

Segundo o deputado, o governo tem uma nova prática para suas propostas: “Combina primeiro, anuncia depois”.

“A gente não quer mais ficar falando coisas para a mídia que depois o próprio governo vai dizer que não concorda”, completou.

Apesar dessa observação, Barros afirmou que Paulo Guedes é “o ministro mais forte do governo”.

“Ele é o que tem a maior capacidade de induzir as decisões do governo. Até porque todos os ministérios querem gastar e ele tem que manter o rigor fiscal, o teto de gastos e orientar, portanto, essa condução de como o governo deve caminhar”, argumentou o deputado.

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