Base governista calcula 60 votos pela aprovação de Zanin ao STF

Sabatina do indicado de Lula (PT) para o cargo na Suprema Corte acontece na próxima quarta-feira (21)

Tainá Farfan, da CNN, Em Brasília
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Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin tem visitado senadores para tentar garantir aprovação na sabatina, marcada para a próxima quarta-feira (21). Senadores da base governista e do PT ouvidos pela reportagem calculam que o advogado terá em torno de 60 votos.

Para garantir a vaga na Suprema Corte, o indicado passa por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e precisa dos votos de pelo menos 41 dos 81 senadores no plenário da Casa. A votação é secreta.

Nesta quarta-feira (14), Zanin se reuniu com a bancada do MDB, a terceira maior do Senado, com dez parlamentares, sendo que seis ocupam vagas como titulares ou suplentes na CCJ. O senador Marcelo Castro (MDB-PI), que liderou o encontro, afirmou que todos os senadores da sigla se comprometeram a votar a favor do advogado.

Zanin atrasou 20 minutos para a reunião com os emedebistas. A informação dos bastidores é que ele se reuniu com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que chegou a afirmar em suas redes sociais no sábado (10) que votaria contra o advogado e que só se reuniria com ele a pedido do partido. Desse encontro, participaram outros membros da frente parlamentar evangélica, como Zequinha Marinho (Pode-PA), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

O indicado pretende encontrar a maioria dos senadores até a data da sabatina, inclusive os de oposição. A CNN apurou que o PL não deve orientar voto para a bancada, ou seja, cada senador poderá votar como quiser.

Na quinta-feira (15), Zanin tem reuniões previstas com os senadores Carlos Viana (Pode-MG) e Espiridião Amin (PP-SC).

Na terça-feira (13), o PSD, maior bancada da Casa, fechou questão pela aprovação de Zanin após reunião com o indicado.

A leitura do relatório da indicação de Cristiano Zanin será feita pelo relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), nesta quinta, na CCJ.