Bolsonaro ataca Maia quando deveria haver diálogo, analisa cientista político

Murillo de Aragão lembra que Congresso analisa Orçamento de Guerra e ampliação do auxílio emergencial; presidente afirmou que Maia quer tirá-lo do governo

Da CNN, em São Paulo

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O cientista político Murillo de Aragão analisou as críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), feitas em entrevistas exclusivas para a CNN. Para ele, este momento não é adequado para manter conflito, e sim de ter diálogo. 

“Ele [Bolsonaro] foi muito agressivo em relação a Rodrigo Maia. Não sei se o momento foi o mais adequado, especialmente porque estamos discutindo vários temas, como o Orçamento de Guerra e o ‘coronavoucher’. É delicado agredir o Congresso quando se tem uma agenda tão importante”, afirmou.

Conflito público

Ao ser entrevistado pela CNN, Bolsonaro disse lamentar a posição de Maia, “que resolveu assumir o papel do Executivo com ataques bastante contundentes à nossa posição”.

“Ele tem que entender que ele é o chefe do Legislativo, e ele tem que me respeitar como chefe do Executivo”, disse. “O Brasil não merece a atuação dele na Câmara. Péssima sua atuação”, acrescentou.

Depois, em conversa com o jonalista William Waack, Maia respondeu que não responderá a Bolsonaro “no nível que ele quer que eu responda”. “O presidente não vai ter de mim ataques. Ele nos joga pedras, o Parlamento vai jogar flores ao governo federal.”

 

 

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