Bolsonaro deixa o Alvorada para andar de moto em Brasília

Comboio contornou o Lago Paranoá e seguiu até o bairro do Lago Norte, região nobre do Plano Piloto; Bolsonaro parou em um comércio do bairro e entrou em padaria

Julliana Lopes e Rudá Moreira, da CNN, em Brasília

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Presidente Jair Bolsonaro saiu de moto do Palácio do Alvorada neste domingo
Presidente Jair Bolsonaro saiu de moto do Palácio do Alvorada neste domingo (2.ago.2020)
Foto: CNN Brasil

O presidente da República Jair Bolsonaro saiu para um extenso “passeio” de moto na manhã deste domingo (2). Acompanhado, também de moto, pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o presidente saiu do Palácio da Alvorada – residência oficial – por volta das 9h15, acompanhado e seguido por vários carros com seguranças.

O comboio contornou o Lago Paranoá e seguiu até o bairro do Lago Norte, região nobre do Plano Piloto. Bolsonaro parou em um comércio do bairro e entrou em uma padaria. Alguns seguranças da Presidência bloquearam a entrada da equipe de reportagem no local. O presidente posou para fotos próximo a apoiadores que estavam por lá.

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Na padaria, o presidente conversou rapidamente com os jornalistas que acompanhavam a movimentação do comboio pelas ruas de Brasília. Bolsonaro garantiu que a eventual criação de um novo imposto, proposta por Paulo Guedes, não irá aumentar a carga tributária. Bolsonaro também disse estar praticamente certo de que André Brandão irá mesmo assumir a presidência do Banco do Brasil no lugar de Rubem Novaes e que este será o assunto de uma conversa com Guedes na próxima segunda (3).

Jair Bolsonaro falou, ainda, sobre a retomada da economia. E utilizou o dono da padaria que estava como exemplo: “Tem o dono da padaria aqui. A dificuldade que é contratar gente, nesse emaranhado de leis, direitos. Vocês da imprensa, que apoiaram o lockdown, como é que a economia vai voltar à normalidade agora? Eu sempre falei que era a vida e o emprego”.

Ainda utilizando a padaria em que estava como exemplo Bolsonaro defendeu que esse tipo de comércio é o que menos sofre com a pandemia. “Aqui, por exemplo, aqui o cara é obrigado a comer pão, alimentação, os danos foram pequenos ou quase não existiram. Agora, os informais foram simplesmente dizimados.”

Por fim, o presidente se mostrou contrário a tornar permanente o auxílio emergencial de R$ 1.200 por família: “Alguns estão defendendo o auxílio indefinido. Esses mesmos que quebraram os estados deles, esse mesmo governador que quebrou seu estado, está defendendo agora o emergencial de forma permanente. Só que, por mês, são 50 bilhões de reais. Vou arrebentar com a economia do Brasil”. Questionado sobre qual governador estava falando, Bolsonaro não quis citar nomes. “Você sabe de quem estou falando. Se você não sabe, procure se informar.”

Ao sair da padaria, o comboio retornou ao Palácio da Alvorada. Bolsonaro chegou de volta em casa pouco antes das 11h e entrou sem falar com os jornalistas presentes.

Após se recuperar da Covid-19, na última semana Jair Bolsonaro retomou não só a agenda de reuniões e despachos oficiais no Palácio do Planalto, como realizou viagens para inauguração e entrega de obras federais em cidades do interior – na Bahia, no Piauí e no Rio Grande do Sul. Já a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, testou positivo para o novo coronavírus na última quinta-feira (30).

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