Bolsonaro, Heleno, Garnier: saiba as penas finais dos condenados por golpe

Ex-presidente Jair Bolsonaro cumprirá pena de 27 anos de prisão em sala na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde já está preso preventivamente

Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
Anderson Torres, Bolsonaro e Ramagem
O deputado Alexandre Ramagem, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.  • Reprodução
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes declarou, na tarde desta terça-feira (25), trânsito em julgado da ação penal da tentativa de golpe de Estado e determinou o início do cumprimento da pena dos réus pelos crimes.

Moraes expediu os mandados de prisão para todos os condenados e, a partir do cumprimento, a pena já começa a ser cumprida. O ministro recusou os embargos de declaração impetrados pelas defesas de parte dos réus e, como as defesas de Bolsonaro, Ramagem e Torres não se manifestaram dentro do prazo estipulado, foi determinado o trânsito em julgado da ação. 

Veja abaixo as penas definitivas dos integrantes do Núcleo 1 da trama do golpe:

  • Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República: 27 anos e 3 meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais 2 anos e 6 meses de detenção - cumprirá pena na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal
  • Anderson Gustavo Torres, ex-ministro da Justiça: 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais 2 anos e 6 meses de detenção - cumprirá pena no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF);
  • Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa: 19 anos de prisão, sendo 16 anos e 11 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais 2 anos e um mês de detenção - cumprirá pena no Comando Militar do Planalto, em Brasília (DF);
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa: 26 anos de prisão, sendo 23 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais 2 anos e 6 meses de detenção - cumprirá pena na 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar no Rio de Janeiro (RJ);
  • Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional): 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais 2 anos e um mês de detenção - cumprirá pena no Comando Militar do Planalto, em Brasília (DF);
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha: 24 anos de prisão, em regime inicial fechado - cumprirá pena na Estação Rádio da Marinha em Brasília (DF);
  • Alexandre Ramagem Rodrigues, diretor-geral da Abin: 16 anos, um mês e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado - como está foragido nos Estados Unidos, foi incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP)

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Banco Nacional de Monitoramento de Prisões

De acordo com o CNJ (Conselho Naciona de Justiça), o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões consolida dados sobre pessoas presas, procuradas e submetidas a medidas penais.

O banco possibilita acompanhar o número de pessoas no sistema prisional brasileiro, distinguindo com precisão presos provisórios e condenados. Também inclui informações sobre indivíduos submetidos a medidas cautelares alternativas à prisão, medidas protetivas de urgência, medidas aplicadas durante a execução penal, monitoramento eletrônico e medidas de segurança.

As informações do BNMP 3.0 são geradas e atualizadas em tempo real pelo próprio Poder Judiciário, em todas as regiões do país, servindo especialmente para orientar políticas de segurança pública e do sistema de Justiça.

Criado no âmbito do Programa Justiça 4.0 e coordenado pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), o BNMP 3.0 conta ainda com o apoio do programa Fazendo Justiça.