Bolsonaro programa reunião para definir reforma ministerial

Ao todo, a expectativa é de que dez ministros deixem seus cargos para serem candidatos na disputa eleitoral deste ano

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro Isac Nóbrega/PR

Basília RodriguesGustavo Uribeda CNN

em Brasília

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) já deve reunir ministros e principais auxiliares na próxima semana para definir as mudanças que promoverá na Esplanada dos Ministérios.

Ao todo, a expectativa é de que dez ministros deixem seus cargos para serem candidatos na disputa eleitoral deste ano. O prazo da legislação eleitoral para a desincompatibilização do funcionário público é até o início de abril.

Segundo relatos feitos à CNN por auxiliares do governo, o presidente convocou um encontro para a próxima quinta-feira (17). O objetivo é discutir como será a saída dos ministros que serão candidatos: se de maneira gradual ou por meio de um anúncio único.

Além disso, o presidente quer discutir as opções para substituição. Em conversas reservadas, ele já teria anunciado que as mudanças serão, em sua maioria, soluções caseiras, em que os secretários executivos da pasta seriam promovidos à condição de ministros.

O objetivo, segundo assessores palacianos, é justamente blindar a equipe ministerial de pressões políticas, sobretudo de partidos como PP e PL.

Na expectativa de saídas, auxiliares do governo incluem os ministros da Defesa, Walter Braga Netto, e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno.

Os dois generais da reserva são cotados para o posto de candidato a vice-presidente na candidatura à reeleição de Bolsonaro. Braga Netto é hoje considerado o favorito do presidente. E Heleno tem sido considerado uma espécie de plano B. Um ministro palaciano se referiu a Heleno como “coringa”.

Além deles, o presidente avalia ainda o nome da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que, por enquanto, deve ser candidata a senadora pelo Mato Grosso do Sul.

Para substituir a ministra Flávia Arruda, o presidente considera nomear seu chefe de gabinete, Célio Faria, para o comando da Secretaria de Governo.

A atual ministra, responsável pela articulação política junto ao Congresso Nacional, deixará o posto para disputar o cargo de senadora pelo Distrito Federal.

Por ser um cargo estratégico, o presidente pretende nomear alguém de sua confiança e tem citado o conhecimento de Célio Faria em processo legislativo e orçamentário, uma vez que ele atuou como relações institucionais da Marinha.

Segundo auxiliares presidenciais, não é a primeira vez que o presidente avalia o nome de Célio para a Esplanada dos Ministérios. No passado, ele teria sido cotado para a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Procurado pela CNN, o Palácio do Planalto não se manifestou.

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