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    Bolsonaro tende a crescer com o poder da máquina pública, diz especialista

    Segundo o cientista político Rafael Cortez, a candidatura do governo é a única que consegue apresentar propostas concretas e pode materializar suas ideias mais facilmente para a percepção do eleitor

    Jair Bolsonaro, presidente da República
    Jair Bolsonaro, presidente da República Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

    Fabrício JuliãoVinícius Tadeuda CNN

    em São Paulo

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    O cientista político Rafael Cortez afirmou em entrevista à CNN neste sábado (6) que a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL) tem potencial de crescimento em razão do controle da máquina pública, por conseguir mudar a percepção do eleitor mais facilmente.

    “A candidatura do governo é a única das concorrentes que consegue apresentar de fato algo concreto. Afinal, ele [Bolsonaro] ocupa o poder e pode tomar uma decisão que materializa mais fácil para o eleitor perceber. Candidaturas de oposição não tem muito o que fazer além do discurso”, destacou.

    Cortez também disse acreditar que as eleições de outubro podem ser as mais acirradas dos últimos anos, apesar do cancelamento de algumas candidaturas.

    “Vimos uma redução de candidatos de última hora, mas ainda assim vai ter uma campanha muito fragmentada e provavelmente muito disputada, talvez uma das mais disputadas na história recente da política brasileira”, pontuou.

    O especialista também ressaltou o papel “das terceiras vias” para decidir o futuro da eleição, em uma possível disputa de segundo turno ou eventual vitória ainda no primeiro.

    “O ponto de partida fundamental para pensar na fraqueza de algumas candidaturas em construir palanques é uma percepção de que a própria elite política não enxerga uma tendência de crescimento desses projetos. Os partidos e os líderes preferem fazer apostas mais seguras em uma candidatura que pode trazer um benefício eleitoral mais concreto”, disse.

    Segundo ele, não é por um acaso que as chapas de Lula e Bolsonaro têm mais apoio e de legendas importantes. “Quando olhamos as pesquisas de intenção de votos, vemos o Ciro e a Tebet não conseguindo chegar aos dois dígitos. Isso traduz essa fraqueza no presente, mas traz uma antecipação de que a tendência de fato é a polarização entre Lula e Bolsonaro. Em uma disputa tão apertada, ir ou não para o segundo turno pode depender do desempenho das terceiras vias”, concluiu.

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