Boris Casoy: Resultados das pesquisas eleitorais ainda são muito prematuros

No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (13), comentarista Boris Casoy falou sobre resultado de pesquisa eleitoral para a disputa do Planalto em 2022

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (13), o jornalista Boris Casoy comentou sobre a pesquisa Quaest/Genial de intenção de voto para a disputa da Presidência nas eleições de 2022 divulgada na véspera. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto, contra 23% do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). O candidato petista também vence em todos os cenários no segundo turno.

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Podemos) é o terceiro, com 9%. Ele é seguido pelo ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 5%, e pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3%. Brancos e nulos somam 8%, enquanto os indecisos são 4%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Para Boris Casoy, “política é movimento” e pode mudar rapidamente. O comentarista afirmou que a pesquisa ainda é muito prematura, ressaltando que o quadro de candidatos ainda não está completamente formado, vices não foram definidos e que partidos ainda estão se organizando.

Entre as reações aguardadas após essa pesquisa, segundo Casoy, estão as ações “populistas” do governo na tentativa de diminuir a rejeição de Bolsonaro. “Quando ele [Bolsonaro] ataca os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou o Lula, ele está falando para o público interno. Mas ele precisa ampliar este quadro.”

“A esperança dele e de todos os outros políticos vai acontecer na campanha eleitoral, que tem dois fatores muito importantes. O primeiro é a internet – que não se conhece direito mas já se sabe que tem uma influência muito grande – e o horário de TV, que dizem que é gratuito, mas não é gratuito nada”, disse.

Casoy relembrou as eleições ao governo de estado de São Paulo em 1986, quando o então candidato Antônio Ermírio de Moraes (PTB) liderava todas as pesquisas contra Orestes Quércia (do então PMDB, atual MDB) até o começo da propaganda na televisão. Quércia, com uma linguagem mais popular, passou à frente e ganhou a corrida ao Palácio dos Bandeirantes com 40% dos votos.

O jornalista também afirma que a situação de Lula é um “coelho na manga” para Bolsonaro, que deve explorar a prisão do ex-presidente, os governos do PT – que deixou o Planalto em 2016 – e os escândalos de corrupção da época. “Isso indica que a campanha vai ser em nível de esgoto. Mas, por enquanto, esta pesquisa e as outras são uma pequena bússola pela qual se pode medir alguma coisa.”

“Já se sabe, pelas pesquisas, que o principal assunto neste momento é a economia. Já não é mais apenas a questão da saúde. Tem a situação da economia lá para frente, para se saber exatamente o quadro que possa definir realmente os rumos da eleição”, afirmou.

Falando sobre o índice de popularidade de Bolsonaro – que, de acordo com a Quaest/Genial, perderia a eleição em todos os cenários – Boris Casoy acredita que o pagamento do Auxílio Brasil, programa emergencial lançado pelo presidente para substituir o Bolsa Família, ainda não se reflete nas pesquisas. “As pessoas estão entre culpar o governo pela fome e o desemprego e receber o auxílio. Isto são ondas.”

“O presidente vai dizer que foi o grande pai do programa. Tem que ter propaganda… de bobo ninguém tem nada. É muito cedo ainda para levar em consideração as ações do governo sobre estas pessoas que, provavelmente, formam um contingente que não iriam votar em Bolsonaro”, finalizou.

Mendonça pede esclarecimentos

Em seu primeiro despacho como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça pediu esclarecimentos para o presidente Jair Bolsonaro, para a Câmara dos Deputados e para o Senado sobre o fundo eleitoral previsto para este ano. O ministro também quer a manifestação da Procuradoria e da Advocacia-Geral da União.

Classe executiva para ministros

O presidente Jair Bolsonaro autorizou que ministros e servidores em cargos de confiança possam viajar na classe executiva em voos internacionais acima de sete horas de duração. A autorização vale para viagens a serviço da União.

Eficácia da Coronavac

Um estudo divulgado pelo Instituto Butantan e obtido com exclusividade pela CNN afirma que a vacina Coronavac tem efetividade de neutralização da variante Ômicron do coronavírus igual ou superior ao imunizante da Pfizer. O Butantan comparou a efetividade em quatro estudos científicos entre as vacinas.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Boris Casoy e Fernando Molica. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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