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    Brasil enviará chanceler à posse de Milei; Lula e Alckmin não devem ir

    Presença de Bolsonaro e falas de Milei sobre Lula foram determinantes para decisão do governo federal

    Caio Junqueira

    O governo brasileiro enviará o chanceler Mauro Vieira para a posse de Javier Milei, novo presidente argentino, no próximo domingo (10). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin, não deverão ir.

    A informação foi confirmada pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta.

    A avaliação no governo é que o convite de Javier Milei a Jair Bolsonaro e declarações do presidente argentino eleito sobre Lula durante a campanha foram fundamentais para que o Brasil mandasse apenas seu chanceler.

    Isso a despeito de a provável chanceler Diana Mondino ter visitado Brasília para convidar Lula para a posse e ter entregue uma carta de Milei ao presidente brasileiro o convidando para a posse.

    A leitura hoje no governo, porém, é que a relação entre os dois países é histórica, e que Lula e Milei terão uma relação pragmática e não colocarão diferenças pessoais acima da relação entre os dois países.

    O embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, principal articulador da relação entre o governo Lula e Milei, acompanhará Vieira na posse.

    A diplomacia brasileira desejava que pelo menos Alckmin fosse enviado, tendo em vista seu perfil mais discreto, e, na condição de ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, ser um dos principais operadores do Mercosul.