Brasil não pode continuar refém da agenda da anistia, diz Aécio Neves ao WW

Deputado argumenta que é necessário encontrar um caminho para distensionar o país e propõe rediscussão das penas para quem participou de forma "lateral" dos atos de 8 de Janeiro

Da CNN Brasil
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Aécio Neves (PSDB-MG) manifestou sua posição sobre a proposta de redução de penas para os envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro. Durante entrevista ao WW nesta sexta-feira (19), o deputado federal defendeu a necessidade de buscar uma solução para o impasse atual, enfatizando que o debate sobre anistia interessa apenas aos extremos políticos, não ao país.

O parlamentar argumentou que, embora prefira não estar discutindo esse assunto, é necessário fazer concessões para encontrar um caminho de pacificação. Ele ressaltou que nasceu politicamente durante a reconstrução democrática do país, mas considera importante buscar alternativas para a situação atual.

Proposta de revisão jurídica

Aécio trouxe à discussão um ponto específico sobre a interpretação jurídica das penas. Segundo ele, juristas importantes do país já debatiam como lidar com crimes como a abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, que possuem penas específicas e diferenciadas.

O deputado esclareceu que sua proposta não significa um desrespeito à democracia. De acordo com ele, a ideia é que os principais responsáveis - financiadores, planejadores e executores - não teriam praticamente nenhum alívio em suas penas. A revisão beneficiaria apenas aqueles que tiveram participação lateral nos eventos.

"O que nós vamos é distensionar o país colocando em casa permitindo que retomem suas vidas, já tendo sido punidos, pagando pena aqueles que participaram de forma lateral desse processo", explicou.

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