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    Brasil vai à COP28 para cobrar, e não ser cobrado, diz Marina Silva

    Às vésperas da COP28, ministra do Meio Ambiente afirmou que Lula deve lançar proposta para que os países ricos paguem pela floresta em pé

    Marcos Amorozoda CNN

    em Brasília

    A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, afirmou que o Brasil deve liderar o combate às mudanças climáticas no mundo e que o país chega à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes, para cobrar, e não ser cobrado.

    “Estamos indo para COP não é para ser cobrados, nem sermos subservientes. É para, altivamente, cobrarmos que medidas sejam tomadas. Porque é isso que o Brasil tem feito”, afirmou.

    “O Brasil tem compromisso com a proteção da floresta, a biodiversidade, com as populações tradicionais e indígenas. Somos o país que tem a obrigação de seguir liderando essa agenda [ambiental]. Infelizmente, tivemos um período em que o avanço foi arrefecido, mas agora está sendo retomado”, disse a ministra.

    Marina foi convocada a participar de audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONG’s nesta segunda-feira (27). A ministra foi questionada pela atuação das entidades filantrópicas na Amazônia e as ações do ministério para a preservação da floresta e proteção das pessoas que lá vivem.

    Durante a audiência, a ministra defendeu uma das principais propostas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve levar à COP28. O governo brasileiro vai propor a criação de um fundo de preservação de florestas pago pelos países desenvolvidos aos em desenvolvimento.

    “O presidente Lula irá levar uma proposta de um mecanismo global para pagar por hectare de floresta em pé. Quem tem floresta, ainda haverá de agradecer cada unidade de conservação, cada terra indígena que foi criada. Se Deus quiser, haveremos de aprovar esse instrumento para que as florestas sejam remuneradas e protegidas”, disse Marina.

    A ministra também afirmou que é possível dobrar a produção agrícola no Brasil sem a necessidade de derrubar novas áreas da Amazônia e garantiu que é viável conciliar a preservação com o aumento na produção de alimentos.

    “Quando o presidente Lula diz que nós podemos dobrar a nossa capacidade de produzir alimentos sem precisar derrubar mais uma árvore, é disso que ele está falando. Aumento de produção com ganho de produtividade e não por expansão predatória da fronteira agrícola”, completou.