Campanha de Bolsonaro traça ofensiva com prefeitos de Minas para neutralizar efeito "Luzema"

Lula e o governador reeleito foram os mais votados no estado no primeiro turno

Kenzô Machida, da CNN
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A cúpula da campanha de Jair Bolsonaro (PL) traça ofensiva com prefeitos de Minas Gerais para neutralizar o efeito "Luzema" do primeiro turno das eleições, em que os mais votados foram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo), que acabou reeleito para o governo.

Os resultados das urnas no primeiro turno revelam o desafio do governador Zema em atuar nesta segunda etapa da eleição como puxador de votos para Bolsonaro. Por isso, o trabalho nessa reta final está focado em convencer prefeitos a virar os votos a favor de Bolsonaro.

O alerta do QG bolsonarista veio nos últimos dias depois que pesquisas internas mostraram uma tendência de diminuição da distância de votos entre Luiz Inácio Lula da Silva e Bolsonaro, principalmente no interior e na região metropolitana de Belo Horizonte.

O foco é atuar para que prefeitos vejam a importância de Bolsonaro vencer a disputa à Presidência para que a interlocução com governo federal seja mais ágil com o apoio de Zema como ponte nessa comunicação.

A estratégia da campanha é passar a ideia de que a máquina política com Bolsonaro pode funcionar de forma mais eficaz. O objetivo é fazer com que eleitor mineiro traga consciência governista, de votar pensando na lógica estadual, do “vou apoiar Bolsonaro porque Zema pode trazer recursos para Minas”. O QG de Bolsonaro, contudo, sabe que se o eleitor perceber que Lula lidera as pesquisas pode se manter fiel a ele.

O estado de Minas é um foco importante das duas campanhas à Presidência da República porque é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e tem a tradição de reproduzir o resultado nacional, como ocorreu no primeiro turno.

Fotos -- Veja quem declarou apoio a Lula e a Bolsonaro no segundo turno