Campanha quer evitar exposição desnecessária de Bolsonaro

Entre os diagnósticos está a necessidade de aproveitar a oscilação positiva nas pesquisas de intenção de voto e os dados econômicos favoráveis para defender pautas que ajudem a jogar a disputa para o segundo turno

Gustavo Uribe
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A campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) tem avaliado que, a quase um mês do primeiro turno, é necessário evitar uma exposição considerada desnecessária do atual mandatário do Palácio do Planalto.

Após a entrevista do Jornal Nacional, que dividiu opiniões entre aliados do presidente, a ordem tem sido a de evitar que o Bolsonaro participe de entrevistas ou programas com perguntas consideradas negativas.

Entre os diagnósticos está a necessidade de aproveitar a oscilação positiva nas pesquisas de intenção de voto e os dados econômicos favoráveis para defender pautas que ajudem a jogar a disputa para o segundo turno.

Por isso, segundo fontes ligadas à coordenação de campanha, a participação de Bolsonaro em programas televisivos e radiofônicos tem sido reconsiderada, assim como a presença dele em debates presidenciais que incluam um número grande de candidatos.

A avaliação é de que o momento não é propício para o presidente perder votos, mas manter margem segura para que a eleição não seja definida no primeiro turno.

Para o segundo turno, no entanto, a estratégia deve ser a oposta. Em um eventual embate contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ideia é que o presidente ocupe todos os espaços de mídia, na tentativa de aumentar a rejeição ao petista.

Debate

As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

Fotos - Os candidatos à vice-presidência em 2022