Cármen Lúcia é sorteada relatora da notícia-crime de Randolfe contra Bolsonaro

Senador comunicou pedido para que o presidente seja investigado por crimes como atentado à ordem constitucional e ameaça ao livre funcionamento do Judiciário

Anna Gabriela CostaGabriela Coelhoda CNN

em São Paulo

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A ministra Cármen Lúcia do Supremo Tribunal Federal (STF) foi sorteada, nesta quarta-feira (8), a relatora da notícia-crime apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), pelas ameaças durante o discurso nas manifestações de 7 de Setembro.

O senador Randolfe Rodrigues ingressou com notícia-crime contra o presidente no Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (7), para que ele seja investigado por ameaçar descumprir decisões do ministro Alexandre de Moraes e atentar contra o funcionamento do Judiciário.

A representação do senador é consequência dos atos patrocinados por Bolsonaro e seus apoiadores no feriado 7 de Setembro, em Brasília e São Paulo, quando o mandatário atacou duramente, além do ministro Alexandre de Moraes, também o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e recorreu às suas conhecidas bravatas para ameaçar o Judiciário.

Segundo Randolfe, seu pedido é para que o presidente da república seja investigado por três crimes. O primeiro deles seria por “atentado contra a ordem constitucional, ao Estado Democrático de Direito e à separação dos Poderes, conforme prevê a Constituição Federal”, disse o senador em um tuíte.

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