Cármen Lúcia manda e Salles entrega passaporte à PF, ficando impedido de viajar

O ex-ministro do Meio Ambiente é alvo de dois inquéritos na Justiça, que tratam sobre madeira ilegal na região da Amazônia

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante reunião das Comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Viação e Transportes, na Câmara dos Deputados
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante reunião das Comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Viação e Transportes, na Câmara dos Deputados Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Da CNN, em São Paulo*

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Após decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles entregou seu passaporte à Polícia Federal na tarde desta sexta-feira (25), ficando, assim, incluído na lista de restrição às viagens internacionais.

Ricardo Salles, que pediu demissão do cargo na quarta-feira (23) após dois anos e meio, é alvo de dois inquéritos que hoje tramitam no STF e devem ser enviados à primeira instância após o ex-ministro deixar de ter foro privilegiado na Corte.

A ministra Cármen Lúcia é relatora de um dos dois casos, iniciado após uma notícia-crime do delegado Alexandre Saraiva, da Polícia Federal (PF), que acusou Salles de ter usado o cargo para defender “interesses privados” de investigados da Operação Handroanthus GLO, investigação que culminou em apreensão considerada “histórica” de madeira ilegal na Amazônia.

O segundo inquérito contra Salles está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A investigação apura um “grave esquema de facilitação ao contrabando” de madeira. As apurações culminaram na abertura, em maio, de uma fase ostensiva batizada de Operação Akuanduba, ocasião na qual a Polícia Federal fez buscas no gabinete e na casa de Salles.

A decisão da ministra Cármen Lúcia foi tomada após uma ação, apresentada por 12 deputados federais e dois senadores de oposição, ser protocolada junto ao Supremo pedindo a adoção da medida para garantir a permanência do ex-ministro no Brasil durante as investigações.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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