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    “Qual ameaça que eu estou oferecendo à democracia?”, diz Bolsonaro sobre carta

    A apoiadores, presidente critica banqueiros que assinaram manifesto e relaciona postura a suposta retaliação sobre PIX

    Da CNN

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a fazer críticas, nesta quinta-feira (28), ao manifesto pela democracia, assinado por personalidades de renome, e questionou que tipo de ameaça ele próprio estaria representando às instituições do país.

    Em conversa com apoiadores em Brasília, Bolsonaro disse que a atitude de alguns banqueiros de assinar a carta é uma retaliação à implantação do sistema PIX — mesmo argumento citado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), para condenar o documento, na última terça (26).

    “Foi no nosso governo a criação do PIX. Alguém falou ‘vamos taxar’, eu falei ‘não, não tem taxação não’.”

    Esse negócio de carta aos brasileiros, à democracia, os banqueiros estão patrocinando. É o PIX, que eu dei uma paulada neles. Os bancos digitais, que nós facilitamos, também. Nós estamos acabando com o monopólio dos bancos. Eles estão perdendo poder. Carta pela democracia. Qual ameaça que eu tô oferecendo à democracia?”, questionou Bolsonaro.

    O presidente já havia feito críticas à iniciativa, que surgiu da iniciativa de alunos, professores e diretoria da Faculdade de Direito da USP (FDUSP). Ontem, durante a convenção do PP, Bolsonaro disse que não precisa de “cartinha” para demonstrar seu apoio às instituições.

    Com mais de 210 mil assinaturas até a manhã desta quinta-feira, a carta reúne personalidades de renome, ex-ministros do STF e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo. O documento não cita Bolsonaro.

    A “Carta aos Brasileiros” será lida pelo ex-presidente do STF Celso de Mello em um ato na FDUSP, no largo São Francisco, em São Paulo, no dia 11 de agosto.

    A divulgação do documento foi antecipada pelo analista da CNN Caio Junqueira.

    Em entrevista à CNN nesta quarta, o diretor da FDUSP, Celso Fernandes Campilongo, afirmou que o manifesto é uma reação aos ataques a tribunais, ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas.

    Segundo explicou, essa situação “tem claramente um intuito de gerar desconfiança em relação às instituições”.

    *Publicado por Marcelo Tuvuca