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    Caso Flordelis: julgamento começa com choro e barreira para ex-deputada não ser filmada

    Dois delegados que conduziram as investigações sobre a morte do pastor Anderson do Carmo reafirmaram que Flordelis foi a mandante do crime

    A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD)
    A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD) Foto: Fernando Frazão - 25.jun.2019 /Agência Brasil

    Rafaela Cascardoda CNN

    Rio de Janeiro

    O primeiro dia de julgamento da ex-deputada federal Flordelis e de outros quatro réus acusados de participação no assassinato do pastor Anderson do Carmo, em 2019, terminou com quatro testemunhas ouvidas. Outras 23 ainda devem prestar depoimento nos próximos dias. O julgamento deve durar pelo menos três dias, mas pode se estender.

    A primeira a ser ouvida nesta segunda-feira (7) foi a delegada Bárbara Lomba, que iniciou as investigações do caso. Ela falou por quase seis horas. O delegado Alan Duarte, que substituiu Bárbara e concluiu o inquérito, também falou. A oitiva dele durou cerca de uma hora. Ambos reafirmaram que, segundo as investigações, Flordelis foi a mandante do crime.

    O júri ainda ouviu Regiane Ramos, que era próxima de um dos filhos adotivos de Flordelis, Lucas de Souza, condenado no fim do ano passado pelo crime. Regiane falou por quase três horas.

    A última a ser ouvida foi a roteirista Mariana Jasper, responsável por um documentário sobre o crime para uma plataforma de streaming. Mariana não estava arrolada no processo, mas a oitiva dela foi requerida pela defesa de Flordelis após ela ser citada por Regiane. Como ela estava em plenária, o pedido foi atendido pela juíza Nearis dos Santos e Mariana falou por cerca de 15 minutos.

    Durante o julgamento Flordelis chorou em alguns momentos. A imprensa foi liberada para filmar e fotografar os primeiros dez minutos da sessão, mas os advogados da ex-deputada fizeram um círculo ao redor dela para que as imagens não fossem registradas.

    O primeiro dia de julgamento terminou após cerca de 11 horas e meia, no fórum de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A mãe de Flordelis, Carmosina Mota, de 87 anos, estava no auditório durante a maior parte do tempo, além de outros membros da família. A previsão é de que a sessão seja retomada às 9h desta terça (8).

    O futuro de Flordelis e dos outros quatro réus será definido por um júri popular. Também são julgados a filha biológica de Flordelis, Simone dos Santos Rodrigues; os filhos afetivos André Luiz de Oliveira e Marzy Teixeira da Silva; e a neta Rayane dos Santos Oliveira. Sete jurados foram escolhidos por meio de sorteio e vão decidir se os réus são culpados ou inocentes.

    A defesa de Flordelis disse que espera pela absolvição. Ela responde por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada. Seis réus já foram julgados e condenados por participação no crime.