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    Caso joias: PF fará dez depoimentos simultâneos e presenciais, incluindo o de Bolsonaro

    Oitivas estão marcadas para quarta-feira (5) e incluem também Mauro Cid, que era assessor do ex-presidente; inquérito entra na reta final

    Elijonas MaiaLarissa Rodriguesda CNN

    A Polícia Federal vai colher dez depoimentos de forma simultânea em salas diferentes da sede da PF, em Brasília, na próxima quarta-feira (5), no caso que investiga a entrada de forma ilegal das joias da Arábia Saudita ao governo brasileiro.

    Entre os depoentes estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ajudante de ordens coronel Mauro Cid, além de assessores do governo Bolsonaro e fiscais da Receita Federal. A CNN apurou que as oitivas serão presenciais, no mesmo horário.

    A ideia da PF é confrontar informações e impedir compartilhamentos de estratégias de defesa.

    O coronel Mauro Cid é ex-ajudante de ordens e homem de confiança de Jair Bolsonaro, a quem era subordinado e cumpria determinações do ex-presidente. Fontes próximas ao coronel ouvidas pela reportagem reforçaram que “Cid não dava um passo nem tomava um copo d’água sem autorização do presidente”.

    O coronel Marcelo Costa Câmara também será ouvido pela PF. Ele seria o operador de um gabinete paralelo de inteligência e segurança a serviço do ex-presidente.

    O primeiro-sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva, que foi a Guarulhos (SP) tentar reaver as joias da Arábia Saudita doadas ao ex-presidente, já foi ouvido e afirmou em depoimento à Polícia Federal que foi ao aeroporto em dezembro de 2022 tentar retirar as peças após ordem do tenente Cleiton Henrique Holszchuk, assessor de Mauro Cid.

    O momento em que o sargento tenta negociar a liberação das joias avaliadas em R$ 16,5 milhões na Alfândega do Aeroporto de Guarulhos (SP) foi registrado em câmeras de segurança.

    Em entrevista exclusiva à CNN no aeroporto de Orlando, nos Estados Unidos, na semana passada, o ex-presidente Jair Bolsonaro negou irregularidades com as joias que recebeu de presente do governo da Arábia Saudita e afirmou que os objetos estavam cadastrados.

    “Se houvesse má fé por parte de alguém, não teria sido cadastrado. (…) Nada foi escondido. Se a imprensa divulga, é porque tem um cadastro dizendo que foi recebido”, explicou, adicionando que todos os itens estão “à disposição”.

    As defesas de Bolsonaro e Mauro Cid foram procuradas pela reportagem e preferiram não comentar os depoimentos.