Caso Master avançou por coragem de Galípolo, afirma diretor da PF

Afirmação foi feita durante divulgação de balanço das ações do Ministério da Justiça e Segurança Pública em 2025

Leonardo Ribbeiro, da CNN Brasil, Brasília
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou nesta terça-feira (10) que o avanço das investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master só foi possível devido à “coragem” do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

De acordo com Rodrigues, a apuração do caso Master foi viabilizada pela cooperação entre a PF e o BC, além da disposição de Galípolo em compartilhar com a corporação informações provenientes de investigações internas conduzidas pela autoridade monetária.

O diretor afirmou ainda que a Polícia Federal apura o que pode se configurar como “o maior crime já registrado no âmbito do sistema financeiro nacional envolvendo uma instituição financeira”.

“Essa atuação conjunta permitiu esclarecer aquilo que, não tenho dúvidas, configura um crime - possivelmente o mais grave já identificado no sistema financeiro nacional envolvendo uma instituição financeira”, afirmou.

Rodrigues ressaltou que o avanço das investigações decorre dessa integração institucional e da postura de Galípolo ao enfrentar um problema herdado de administrações anteriores. “Ele teve a coragem e a competência de dar continuidade ao processo e encaminhar os dados à Polícia Federal, como determina a lei”, completou.

Nas últimas semanas, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm manifestado apoio a Gabriel Galípolo, sustentando que o atual chefe do Banco Central agiu de forma célere ao determinar a apuração das irregularidades no Banco Master.

O inquérito sobre fraudes do Banco Master tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

No dia 16 de janeiro, ele deu mais 60 dias para que a PF conclua.

Segundo Andrei, a previsão que lhe foi repassado por equipes da polícia é que será possível nesse prazo concluir o inquérito principal, que foi objeto das primeiras medidas, inclusive a determinação da prisão de Daniel Vorcaro, o dono do banco.

"Estamos caminhando para um relatório final e dando encaminhamento a todos os achados, sem descartar nenhuma hipótese", concluiu.