Eleições 2022

Ceará: saiba quem são os candidatos ao governo e ao Senado

Concorrentes buscarão ocupar o Palácio da Abolição pelos próximos quatro anos; candidatos também tentarão vaga no Senado

Denise Becker, colaboração para a CNN Brasil
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Um levantamento realizado pela CNN apontou quem são os candidatos ao governo estadual e ao Senado pelo Ceará nas eleições 2022. Vale destacar que os partidos podem mudar as indicações até 5 de agosto, quando acaba o prazo para a escolha de candidatos e candidatas.

O governador Camilo Santana (PT), eleito em 2014 e 2018, renunciou ao cargo para concorrer ao Senado. Assumiu a função a vice-governadora Izolda Cela (PDT), primeira mulher a comandar o estado do Ceará.

Os candidatos ao governo do Ceará

Roberto Cláudio (PDT)

O indicado pelo partido do presidenciável Ciro Gomes, que foi governador do Ceará, é o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. A decisão de indicá-lo ao invés de Izolda Cela levou a uma ruptura da parceria local entre PDT e PT, que defendia a candidatura da atual governadora.

Elmano de Freitas (PT)

Por conta da divergência de nomes, o PT anunciou a candidatura de Elmano de Freitas para o governo do estado. Advogado, ele foi secretário da Educação de Fortaleza e atualmente é deputado estadual.

Capitão Wagner (União Brasil)

Na oposição, Wagner Sousa Gomes, o Capitão Wagner (União Brasil), lançou sua candidatura ao cargo de governador. Atualmente, ele é deputado federal. Em 2020, perdeu, no segundo turno, para José Sarto (PDT) a disputa pela prefeitura da capital. O candidato é bacharel em Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar General Edgard Facó, de Fortaleza, e atuou profissionalmente como policial militar.

Zé Batista (PSTU)

O candidato do PSTU é Zé Batista. Operário da construção civil, Zé defende um governo "socialista, sem opressão e exploração" e "sem acordo nenhum com a burguesia".

Serley Leal (UP)

Membro do partido Unidade Popular no Ceará, o bancário Serley Leal foi vice-candidato à prefeitura de Fortaleza em 2020 na chapa de Paula Colares (UP).

Chico Malta (PCB)

O advogado Chico Malta é o candidato do PCB ao governo. É a primeira vez em que ele se candidata a um cargo nas eleições.

Fotos - os candidatos ao governo do Ceará

Os candidatos ao Senado

O Estado do Ceará tem direito a três cadeiras no Senado: duas estão sendo ocupadas pelos senadores Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Podemos). A disputa, em 2022, será pela vaga do senador Tasso Jereissati (PSDB), cujo mandato chegará ao fim em 31 de janeiro de 2023 - ele disse que não disputará a reeleição.

Camilo Santana (PT)

O nome que lidera as pesquisas para o Senado é o de Camilo Santana (PT), que foi governador por dois mandatos.

Camilo é engenheiro agrônomo, professor e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará (UFC). No governo Cid Gomes (2007-2010) foi secretário do Desenvolvimento Agrário do estado. Em 2010, foi o deputado estadual mais votado, com mais de 131 mil votos. Em 2014, Camilo Santana foi eleito governador do Ceará pela primeira vez, reeleito quatro anos depois.

Amarílio Macedo (PSDB)

Com o apoio de Roberto Cláudio (PDT) e do atual senador Tasso Jereissati (PSDB), Amarílio lançou candidatura ao Senado. Embora seja um dos fundadores do partido no estado, em 1989, é a primeira eleição em que concorre a um cargo.

Carlos Silva (PSTU)

O candidato do PSTU é Carlos Silva. Porteiro de Edifício, ele nunca concorreu em eleições estaduais e nunca ocupou nenhum cargo na política.

Kamila Cardoso (Avante)

A advogada de 44 anos concorre ao Senado pela primeira vez e é a candidata do Avante.

Confira abaixo os senadores cujos mandatos terminam em 2023. As vagas deles no Senado estarão em jogo nas eleições deste ano. 

 

Debate

As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

*Com informações de Gabriela Ghiraldelli e Leonardo Rodrigues, da CNN