Chance de censura no governo do PT é zero, diz senador Jaques Wagner à CNN

Senador também comentou sobre as chances do ex-presidente Lula nas eleições 2022

Renata AgostiniTiago Tortellada CNN

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Para o senador Jaques Wagner (PT-BA), a chance de censura no governo do Partido dos Trabalhadores (PT) é “zero”. A afirmação foi feita durante entrevista à CNN nesta quarta-feira (9).

Citando uma pauta já defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wagner explicou que é necessário uma regulamentação do que chamou de “comunicação feita pela metodologia moderna” – em ferramentas como WhatsApp e Facebook.

Segundo ele, há regulamentações previstas em leis para o que é veiculado na imprensa “tradicional”, como a mídia impressa e a televisão.

O comentário aconteceu após o caso do youtuber Monark, que defendeu a existência de um partido nazista na segunda-feira (7) durante a transmissão de um podcast que apresentava. O acontecimento causou indignação, e o apresentador foi desligado da produção na terça-feira (8).

Após repudiar a fala do youtuber, Wagner disse que “em relação à imprensa tradicional, não acho que tem que regular nada, pois já há recursos na justiça para isso”. Falando sobre a regulamentação dos novos meios de comunicação, Wagner afirmou que “todos nós que defendemos a democracia queremos fazer essa regulamentação”.

Eleições 2022

O senador comentou também o desempenho do ex-presidente Lula nas pesquisas eleitorais atuais. Wagner pontuou que é muito difícil fazer uma previsão de que as eleições sejam resolvidas em primeiro turno. Para ele, esse cenário seria mais provável se a polarização se intensificar entre o petista e Bolsonaro.

“Acho que se a eleição ficar extremamente polarizada entre os dois [Bolsonaro e Lula] aí acho que pode dar [resultado em] primeiro turno, mas, repito, isso depende um pouco do desempenho dos outros candidatos”, pontuou.

Para Wagner, os eleitores ainda não estão focados nas eleições, mas “preocupadas com emprego, saúde, renda e segurança” e que só será possível fazer um panorama mais certeiro com o início das propagandas eleitorais, pois as pesquisas mostram uma “fotografia de hoje”, que pode mudar.

Ainda assim, o senador disse acreditar que o ex-presidente é um candidato forte para as eleições. “O Brasil precisa, hoje, de um grande conciliador. Eu, sinceramente, não conheço outra pessoa que tenha a arte, seja um alfaiate da política como Lula”, afirmou.

Analisando o desempenho do ex-presidente, Wagner disse que Lula “sinaliza que quer ter um vice que seja complementar a ele”, citando Geraldo Alckmin. Segundo ele, isso se deve à tentativa de penetrar setores e grupos sociais que o ex-presidente não tem tanto alcance.

À CNN, Jaques Wagner também disse crer que o tema da corrupção não será a principal pauta nestas eleições, diferentemente de 2018.

“Acho que o tema central dessa eleição é prosperidade e esperança, por isso que ele [Lula] está tão bem, ele representa isso para a maior parte da população brasileira. As pessoas querem saber se vão ter emprego, renda, inclusão produtiva, se seus filhos vão poder prosperar”, disse.

“Não tenho medo desse tema agora na eleição de 2022. Digo com tranquilidade que o PT tanto foi responsável por legislação de combate à corrupção quanto que ficou claro que o ataque ao PT nas pessoas de Lula e Dilma foi uma farsa montada com viés político”, complementou.

Wagner avalia que Lula, em uma eventual vitória, deve focar na questão social e ambiental, mas entendendo que a economia é importante.

Veja a entrevista completa no vídeo acima

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

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