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    Chance de delação de ex-assessores de Bolsonaro é “zero”, diz defesa

    Fontes PF, porém, disseram que Tércio teria dado indicações que poderia colaborar

    Tércio Arnaud Tomaz e o ex-presidente Jair Bolsonaro
    Tércio Arnaud Tomaz e o ex-presidente Jair Bolsonaro Redes sociais/Reprodução

    Gabriela PradoGustavo Uribeda CNN

    Brasília

    A defesa de Marcelo Câmara e Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessores de Jair Bolsonaro (PL), afirmou à CNN que as chances de delação de ambos é “zero” neste momento.

    Fontes da Polícia Federal (PF) disseram, sob sigilo, que Tércio, no depoimento, teria dado indicações que poderia colaborar.

    Já em relação a Câmara, o fato de ele insistir em um depoimento poderia ser visto como indicação de uma eventual delação. O militar não depôs na quinta-feira (22). A defesa recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    O advogado dos dois ex-assessores, Eduardo Kuntz, disse que uma delação está descartada.

    No caso de Tércio, a defesa diz que os indícios são “mínimos”. E o ex-assessor afirmou desconhecer qualquer tipo de documento com teor golpista.

    Já com relação a Câmara, a defesa justifica que o depoimento é um direito à autodefesa, a qual ele não pode exercer, devido a ausência do advogado.

    Na hora dos depoimentos, a defesa estava com Tercio. A PF afirma que houve comunicação adiantada que os depoimentos seriam simultâneos e que, por isso, o advogado foi considerado ausente. Não há previsão da autoridade policial da intimação para um novo depoimento.