Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    “Chanceler distribui conteúdo falso”, diz Paulo Pimenta sobre críticas de Israel à Lula

    Planalto reforça discurso de que falas do presidente são direcionadas ao governo de Benjamin Netanyahu e não ao povo judeu

    A resposta de Paulo Pimenta também veio pela rede social
    A resposta de Paulo Pimenta também veio pela rede social Valter Campanato/Agência Brasil

    Raquel LandimGabriela Pradoda CNN

    São Paulo e Brasília

    O Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, quebrou o silêncio para responder o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz. Nesta terça-feira (20), o chanceler voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “Milhões de judeus em todo o mundo estão à espera do seu pedido de desculpas. Como ousa comparar Israel a Hitler?”, escreveu Katz, na plataforma X (antigo twitter).

    A resposta de Paulo Pimenta também veio pela rede social.

    “Em nenhum momento o presidente fez críticas ao povo judeu, tampouco negou o holocausto. Lula condena o massacre da população civil de Gaza promovido pelo governo de extrema-direita de Benjamin Netanyahu”, escreveu o ministro.

    “O Governo Netanyahu se nutre da guerra para se manter no poder. A maioria da população israelense rejeita a política extremista do governo e a comunidade internacional cobra o fim dos ataques em Gaza. Isolado, o governo de Israel adota prática da extrema-direita e aposta em Fake News para tentar se reafirmar interna e internacionalmente”, complementou.

    Paulo Pimenta é o primeiro integrante do governo a comentar a situação publicamente. À CNN, o assessor especial de assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, já tinha avisado que o presidente Lula não pediria desculpas.

    “Sempre tratamos de maneira muito respeitosa e defendemos a solução de dois Estados, mas não tem nada do que se desculpar. Israel é que se coloca numa condição de crescente isolamento”, afirmou Amorim ainda na segunda-feira (19).

    Nos bastidores, aliados do presidente Lula passaram a repetir que, agora, quem cruzou a “linha vermelha” foi o governo de Israel. O termo é o mesmo utilizado por Netanyahu para criticar as falas de Lula.

    Veja a postagem de Israel Katz

    Veja a resposta de Paulo Pimenta