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    Chapa Lula-Alckmin: perspectiva de choque entre ambos é bem provável

    Dupla tem poucas chances de colar, mesmo em nome de uma suposta união nacional, cuja viabilidade o passado do petista praticamente impossibilita

    O ex-governador Geraldo Alckmin e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
    O ex-governador Geraldo Alckmin e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert

    Boris Casoyda CNN

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    “Eu acho que o Lula é o PT. O Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção, sem compromisso com as questões de natureza ética, sem limites.”

    A frase acima é de Geraldo Alckmin sobre Lula.

    “A única coisa que ele sabe fazer é vender coisas. Devia ser candidato a dirigir uma empresa de vender empresas estatais.”

    Lula, na frase acima acima, “elogiando” Alckmin.

    Quem e quando ambos estariam falando a verdade? Antes ou agora?

    De fato, o que um falou do outro tem importância relativa nesse inusitado casamento, que une esquerda e direita.

    Surpreende muito mais a atitude de Alckmin, antes tido como um político de princípios rígidos e ética inatacável. Lula tem sido um prático. Ele mesmo se intitula uma “Macunaíma”, uma metamorfose ambulante.

    Espertamente, buscou alguém mais à direita, com bom perfil ético, para tentar contrabalançar a imagem esquerdista, uma pedra no sapato eleitoral do PT, e que colabora com a imensa rejeição a Lula revelada pelas pesquisas eleitorais.

    Fica difícil imaginar um Geraldo Alckmin defendendo o PT e Lula depois de tudo o que aconteceu. Como o ex-governador de São Paulo vai reagir às críticas de Lula às privatizações, desde sempre defendidas por Alckmin?

    E a tal “democratização” dos meios de comunicação com que Lula ameaça a liberdade imprensa? Como reagirá o conservador Alckmin aos ataques de Lula contra o sistema financeiro?

    E o que ele dirá das pálidas propostas para a economia que o PT mostrou até agora, reeditando a catástrofe do governo Dilma? Qual será a posição de Alckmin diante do assalto promovido na Petrobras e ao “mensalão” durante a gestão do PT?

    E o lugar especial que governos como os de Cuba, Venezuela e Nicarágua encontram a alma do ex-presidente?

    Essas e um sem número de outras questões mostram que a dupla Lula-Alckmin tem poucas chances de colar, mesmo em nome de uma suposta união nacional, cuja viabilidade o passado de Lula praticamente impossibilita.

    A mosca azul picou Geraldo Alckmin. Se a chapa Lula-Alckmin for eleita, a perspectiva de um choque entre os dois é bem provável.

    A não ser que se dê uma surpreendente adesão de Geraldo Alckmin a tudo o que ele sempre repudiou em sua vida política.

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