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    Chiquinho Brazão: relatora apresenta parecer favorável à cassação; deputado diz ser inocente

    Parlamentar está preso desde março deste ano; ele é acusado de mandar matar a vereadora Marielle Franco, em 2018

    Na semana passada, Chiquinho Brazão foi denunciado pela PGR pelos crimes de homicídio e organização criminosa
    Na semana passada, Chiquinho Brazão foi denunciado pela PGR pelos crimes de homicídio e organização criminosa Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Rebeca Borgesda CNN

    Brasília

    A deputada Jack Rocha (PT-ES) apresentou, nesta quarta-feira (15), relatório favorável à cassação de Chiquinho Brazão no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Brazão está preso desde março, acusado de mandar matar a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista, Anderson Gomes, em 2018.

    Na última quinta-feira (9) o deputado foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de homicídio e organização criminosa. Ele nega as acusações.

    Além do parlamentar, ainda foram presos em março o irmão dele, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e o ex-chefe de Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, que também negam as acusações.

    Durante a sessão desta quarta no Conselho de Ética, Brazão se defendeu das acusações. Ele falou aos deputados por meio de videoconferência. “Sou inocente. Continuo alegando que vamos provar a inocência”, afirmou Brazão.

    O advogado de Brazão, Cleber Lopes, também realizou a defesa do parlamentar durante a sessão. Ele argumentou que Brazão não exercia o mandato de deputado federal quando o crime contra Marielle ocorreu.

    O advogado também afirmou que o Conselho de Ética deve aguardar uma decisão judicial sobre o caso antes de analisar a representação.

    O próximo passo após a leitura do relatório é votar a admissibilidade da denúncia. Caso o parecer seja aprovado, a relatora dará continuidade à análise do caso.

    Caso Brazão

    O parlamentar está preso preventivamente desde 24 de março, quando foi deflagrada uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), da Procuradoria Geral da República (PGR) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para prender suspeitos de envolvimento no crime. Na época dos homicídios, Chiquinho Brazão era vereador na capital fluminense.

    Protocolada pelo PSOL, a representação em desfavor do parlamentar é relatada por Jack Rocha (PT-ES), que foi escolhida após quatro sorteados desistirem de compor a lista tríplice que define o relator da ação.